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Archives for EDUCAÇÃO E PEDAGOGIA

Especial para Escolas: Reajustes de Professores e Auxiliares de São Paulo

SIEEESP, A FEEESP, OS SINEPES ARAÇATUBA, OSASCO, PRESIDENTE PRUDENTE, RIO PRETO, SANTOS, SOROCABA E A FEPESP – FEDERAÇÃO DOS PROFESSORES DO ESTADO DE SÃO PAULO, REPRESENTANDO OS SINDICATOS DE PROFESSORES (SINPRO) DE SÃO PAULO, ABC, CAMPINAS E REGIÃO, OSASCO E REGIÃO, SANTOS E REGIÃO, JACAREÍ, JUNDIAÍ, VALINHOS E VINHEDO, GUARULHOS, VALES (INDAIATUBA, SALTO E ITU), GUAPIRA (MOGI GUAÇU E ITAPIRA), SOROCABA E REGIÃO, SÃO JOSÉ DO RIO PRETO, JAÚ, BAURU E REGIÃO, TAUBATÉ (CAMPOS DO JORDÃO, SANTO ANTÔNIO DO PINHAL, SÃO BENTO DO SAPUCAÍ, SÃO LUÍS DO PARAITINGA, TAUBATÉ E TREMEMBÉ) E UNICIDADES (DESCALVADO, LEME, PIRASSUNUNGA, PORTO FERREIRA, SANTA CRUZ DA CONCEIÇÃO, SANTA RITA DO PASSA QUATRO E TAMBAÚ), ALÉM DOS SINDICATOS DE TRABALHADORES EM ESTABELECIMENTOS DE ENSINO (PROFESSORES E AUXILIARES DE ADMINISTRAÇÃO ESCOLAR) DE FRANCA, LINS, RIBEIRÃO PRETO (ALTINÓPOLIS, BARRINHA, BRODOWSKI, CAJURU, CÁSSIA DOS COQUEIROS, CRAVINHOS, DUMONT, GUATAPARÁ, ITUVERAVA, JABOTICABAL, JARDINÓPOLIS, LUÍS ANTÔNIO, MORRO AGUDO, ORLÂNDIA, PONTAL, PRADÓPOLIS, RIBEIRÃO PRETO, SALES OLIVEIRA, SANTA CRUZ DA ESPERANÇA, SANTA ROSA DE VITERBO, SANTO ANTÔNIO DA ALEGRIA, SÃO JOAQUIM DA BARRA, SÃO SIMÃO, SERRA AZUL, SERRANA E SERTÃOZINHO), SÃO CARLOS (CACONDE, DOURADO, IBATÉ, ITOBI, MOCOCA, RIBEIRÃO BONITO, SÃO CARLOS, SANTA CRUZ DAS PALMEIRAS E TAPIRATIBA); ARAÇATUBA E REGIÃO (ARAÇATUBA E BIRIGUI), OURINHOS E REGIÃO (CANITAR, CHAVANTES, OURINHOS, PROMISSÃO, SALTO GRANDE, SANTA CRUZ DO RIO PARDO E VERA CRUZ) E PRESIDENTE PRUDENTE E REGIÃO E O SINDICATO DOS AUXILIARES DE ADMINISTRAÇÃO ESCOLAR DE SÃO JOSÉ DO RIO PRETO E REGIÃO (ADOLFO, BADY BASSITT, BÁLSAMO, CEDRAL, GUAPIAÇU, ICÉM, IPIGUÁ, JACI, JOSÉ BONIFÁCIO, MENDONÇA, MIRASSOL, MIRASSOLÂNDIA, MONTE APRAZÍVEL, NEVES PAULISTA, NIPOÃ, NOVA ALIANÇA, NOVA GRANADA, OLÍMPIA, ONDA VERDE, POLONI, POTIRENDABA, SÃO JOSÉ DO RIO PRETO, TANABI, UBARANA, UCHOA E UNIÃO PAULISTA), CUMPRINDO O QUE DETERMINA O PARÁGRAFO 2º DA CLÁUSULA 4 DAS CONVENÇÕES COLETIVAS DE TRABALHO, DIVULGAM O PERCENTUAL DE REAJUSTE E OS PISOS SALARIAIS PARA A CATEGORIA DOS TRABALHADORES EM EDUCAÇÃO – PROFESSORES E AUXILIARES DE ADMINISTRAÇÃO ESCOLAR – O QUE SEGUE:

1.         ÍNDICE DE REAJUSTE – A PARTIR DE 1º DE MARÇO DE 2017 OS SALÁRIOS DOS PROFESSORES E AUXILIARES DE ADMINISTRAÇÃO ESCOLAR DEVERÃO SER REAJUSTADOS EM 5,54% (CINCO VÍRGULA CINQUENTA E QUATRO POR CENTO), SOBRE OS SALÁRIOS DEVIDOS EM 1º DE SETEMBRO DE 2016.

2.         ÍNDICE DE REAJUSTE PARA AS ESCOLAS QUE DEIXAREM DE CUMPRIR O DISPOSTO NO ITEM B. DA CLÁUSULA DE PLR DA CONVENÇÃO COLETIVA DE TRABALHO – A PARTIR DE 1º DE MARÇO DE 2015, OS SALÁRIOS DOS PROFESSORES E AUXILIARES DE ADMINISTRAÇÃO ESCOLAR DESSAS ESCOLAS DEVERÃO SER REAJUSTADOS EM 7,04% (SETE VÍRGULA QUATRO POR CENTO) SOBRE OS SALÁRIOS DEVIDOS EM 1º DE SETEMBRO DE 2016.

3.         PISO SALARIAL DOS PROFESSORESPARA O PERÍODO COMPREENDIDO ENTRE 1º DE MARÇO DE 2017 E 28 DE FEVEREIRO DE 2018:

  1. a)R$ 1.194,71, NESTE VALOR JÁ INCLUÍDO O DSR, POR JORNADA DE 22 HORAS SEMANAIS, PARA PROFESSORES QUE LECIONAM EM ESCOLA QUE SÓ TENHA CURSOS DE EDUCAÇÃO INFANTIL;
  2. b)R$ 1.335,08, NESTE VALOR JÁ INCLUÍDO O DSR, POR JORNADA DE 22 HORAS SEMANAIS, PARA PROFESSORES DE EDUCAÇÃO INFANTIL E DE ENSINO FUNDAMENTAL, ATÉ O 5º ANO, QUE LECIONAM NAS DEMAIS ESCOLAS;
  3. c)R$ 15,83POR HORA-AULA, PARA PROFESSORES QUE LECIONAM NO ENSINO FUNDAMENTAL, DO 6º AO 9º ANO, OU NO PERÍODO NOTURNO, NOS NÍVEIS FUNDAMENTAL E MÉDIO;
  4. d)R$ 17,57POR HORA-AULA, PARA PROFESSORES QUE LECIONAM NO ENSINO MÉDIO;
  5. e)R$ 16,71POR HORA-AULA, PARA PROFESSORES QUE LECIONAM EM CURSOS DE FORMAÇÃO INICIAL E CONTINUADA DE TRABALHADORES E EM CURSOS DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL TÉCNICA DE NÍVEL MÉDIO;
  6. f)R$ 24,53POR HORA-AULA, PARA PROFESSORES QUE LECIONAM EM CURSOS PRÉ-VESTIBULARES.

AOS VALORES ACIMA DEFINIDOS DEVERÁ SER ACRESCIDO O PERCENTUAL DE 5% DE HORA-ATIVIDADE.

  1. PISO SALARIAL DOS AUXILIARES DE ADMINISTRAÇÃO ESCOLAR, PARA O PERÍODO COMPREENDIDO ENTRE 1º DE MARÇO DE 2015 E 29 DE FEVEREIRO DE 2016: R$ 1.160,94.

    5.O CARTÃO-ALIMENTAÇÃO OU VALE-ALIMENTAÇÃO ENTREGUE AOS PROFESSORES E AUXILIARES EM SUBSTITUIÇÃO À CESTA BÁSICA DEVERÁ SER REAJUSTADO A PARTIR DE 1º DE MARÇO EM 4,69% (QUATRO VÍRGULA SESSENTA E NOVE POR CENTO), NÃO PODENDO SER INFERIOR A R$89,00 (OITENTA E NOVE REAIS), DE ACORDO COM O QUE DISPÕE O PARÁGRAFO 5º DA CLÁUSULA 15 DA CONVENÇÃO COLETIVA DE TRABALHO DOS PROFESSORES E O PARÁGRAFO 4º DA CLÁUSULA 13 DA CONVENÇÃO COLETIVA DE TRABALHO DOS AUXILIARES.

SÃO PAULO, 10 DE MARÇO DE 2017.

 

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Música estimula áreas do cérebro da criança que vão beneficiar o desenvolvimento de outras linguagens

Autoria: Karine Ramos

– Quem já viu um chocalho?
– Eeeeeeeeuuuuuu!!! 
– Mas não é o do bebê… 
– Aahhh… 
– É aquele que faz… Querem ver? (A professora oferece os chocalhos afoche de cabaça para as crianças) 
– Eu já vi, eu já vi um desse! 
– O barulho é diferente!

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O diálogo acima é um exemplo da condução das aulas que envolvem musicalização na Educação Infantil do Santa Maria. O objetivo é apresentar, além dos instrumentos musicais, noções de diferentes sons que eles produzem. A criançada se divertiu enquanto imaginava as danças indígenas  e o vai e vem das miçangas que compõem o chocalho de cabaça. Com isso aprenderam: “Cada instrumento, um som diferente”. Na sequência, as crianças ouviram mais histórias, sapatearam, cantaram e brincaram de ciranda, reunindo canto, ritmo e coordenação motora. Entre versos e rimas, noções de intensidade e pulsação.

Música para quê? 

Realizar esse tipo de trabalho ajuda a melhorar a sensibilidade das crianças, a capacidade de concentração e a memória, trazendo benefícios ao processo de alfabetização e ao raciocínio matemático. “A música estimula áreas do cérebro não desenvolvidas por outras linguagens, como a escrita e a oral. É como se potencializássemos o cérebro”. Essas áreas se interligam e se influenciam. Sem música, a chance é desperdiçada. Quanto mais cedo incluirmos experiências e vivências com música, melhor. Essa linguagem faz parte da nossa rotina: músicas para entrar na roda, para lavar as mãos, para guardar os brinquedos acompanham a vida escolar das crianças na Educação Infantil.

Trechos de músicas da rotina do Infantil:

Guarda, guarda, bem direitinho se guardar direito fica tudo arrumadinho…

Lava uma mão depois lava a outra mão…

Boa tarde, boa tarde, que bom que você veio gosto muito de você …

Em todas as atividades, independente da área do conhecimento, planejamos atividades que incluam a linguagem musical. A música está presente na sala de aula, nos eventos, nos projetos investigativos das turmas em festas marcantes, em toda a escola. Repertório e motivos para cantar e dançar não podem faltar!

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Especial para Escolas: Instituições bilíngues têm diversas propostas

1477681965087É comum dividir as escolas entre humanas, tecnológicas e focadas no vestibular, entre outras categorias. Apesar de bilíngue ser tratada como uma delas, as escolas que ensinam em mais de um idioma podem ter propostas pedagógicas bastante diferentes entre si.

Se o bilinguismo une as instituições em uma mesma categoria, mesmo nesse quesito elas podem ser bem diferentes. “Escolas bilíngues de qualidade não ensinam as línguas, mas ensinam pelas línguas. A segunda língua é tão importante quanto a primeira e tem os mesmos valor e espaço na escola. Ela é usada como ferramenta de comunicação nas aulas”, explica a pedagoga Selma Moura, mestre em Educação pela Universidade de São Paulo (USP) e editora do blog Educação Bilíngue no Brasil (educacaobilingue.com).

Enquanto alguns colégios oferecem metade das disciplinas em cada língua, como o Stance Dual, outros usam o idioma estrangeiro para complementar o conteúdo, como o Play Pen – Escola Cidade Jardim.

“Conseguimos integrar os currículos. O aluno recebe a informação em uma língua e continua na outra, sem que o conteúdo apareça duas vezes. Os professores trabalham o planejamento e sabem que parte é de quem”, explica Matthias Meier, diretor-geral da PlayPen.

No colégio be. Living, não é muito diferente. Nas aulas em inglês, os estudantes recebem um complemento da matéria – sem repetir, mas também sem trabalhar assuntos completamente dispersos.

Para garantir uma convivência real com a língua estrangeira, os colégios mantêm nativos nas equipes pedagógicas.

“Temos professores de várias partes do mundo, para que os alunos não sejam apresentados a um sotaque só”, explica Ari Rahmilevitz, diretor administrativo da Stance Dual. A pedagoga Selma Moura ressalta que isso é bastante positivo. “A diversidade – linguística, cultural, social, étnica – é muito bem-vinda para construir igualdade nas escolas.”

Enquanto a be. Living, a PlayPen e a Stance Dual trabalham o bilinguismo português-inglês, o Colégio Humboldt leva o alemão para dentro da sala de aula. Lá, as turmas até o 4.º ano do ensino fundamental têm duas professoras. Uma fala português e a outra complementa o conteúdo em alemão. Depois disso, os alunos podem escolher o currículo em uma das línguas.

“Claro que a imersão total na língua estrangeira é boa para aprender a falar alemão ou inglês, por exemplo. Mas talvez para o desenvolvimento global da criança ela não seja tão boa assim”, afirma a coordenadora do Humboldt, Mariane Bischof.

Ela explica que a ideia é garantir que os alunos entendam a matéria. Se isso for feito mais facilmente em português, será em português; se for em alemão, a professora vai explicar em alemão.

Já na be. Living, na Stance Dual, na PlayPen e também nas escolas do grupo canadense Maple Bear, o inglês é o único idioma da educação infantil. “Não estamos aqui para ensinar a língua na aula. Nós usamos o inglês como instrumento. O professor não vai obrigar que o aluno fale, mas dá o retorno sempre em inglês para dar o modelo”, explica Patrícia Pavan, diretora pedagógica da be. Living. A alfabetização é feita primeiramente em português em todas as escolas citadas, o que é essencial para crianças que começaram a aprender a segunda língua a partir dos cinco anos, afirma Selma Moura.

Com estilo próprio. Mas o ensino nas escolas precisa ir muito além dos idiomas. Cada instituição tem seu método, assim como ocorre nos colégios em geral. Na PlayPen, por exemplo, é usado o International Primary Curriculum, que prevê o ensino dos conteúdos a partir de grandes temas e propõe objetivos específicos em cada matéria. “O programa internacional forma o estudante de uma maneira mais crítica em relação ao que acontece ao seu redor, para que ele seja, de fato, um cidadão do mundo”, defende Meier, da PlayPen.

A Maple Bear, por sua vez, trabalha nos moldes canadenses.

“O Canadá vai muito bem no Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa). Só perde para algumas chamadas cidades-Estado, como a Coreia, onde os alunos passam mais tempo na escola”, explica Don Farrow, diretor acadêmico. Ele defende que o currículo das crianças deve priorizar o aprendizado pela descoberta.

“A escola deve dar as ferramentas para aprender. Para nós, não vale a pena roubar a infância para conseguir 40 pontos a mais em uma prova. O equilíbrio é mais importante.”

Na Stance Dual, o currículo é brasileiro. Entre as disciplinas ministradas em inglês estão Música, Natação, Informática e Teatro, além das matérias comuns do currículo. Alguns dos diferenciais para complementar a formação, segundo Rahmilevitz, são as aulas de robótica e as viagens que a escola oferece para imersão. Já no 3.º ano do ensino fundamental, quando as crianças começam a aprender espanhol como terceira língua, há a possibilidade de passar duas semanas na Argentina. No início do 9.º ano, a escola oferece um programa de dois meses no Canadá, morando na casa de uma família local.

A be. Living tem currículo brasileiro e metodologia que trabalha a partir de grandes temas, aprendidos em português e aprofundados em inglês.

“Muitos pais procuram o ensino bilíngue para os filhos pensando no mercado de trabalho. Nós olhamos para o bilinguismo agora, para o que é importante para a criança neste momento. O inglês pode ampliar, por exemplo, as possibilidades de uma pesquisa”, afirma Patrícia.

Filosofia da escola. Além do aprendizado curricular e da língua, os pais esperam que certos valores sejam ensinados para as crianças. Foi o que Ilci Aulicino encontrou na be. Living para a filha Júlia.

“Na hora de escolher, temos de pensar em que cidadão a escola quer formar”, diz. “Visitei outras, mas lá encontrei valores éticos e morais da maneira como eu queria criar a minha filha: solidariedade, compaixão, consumo consciente, valorização da singularidade e outros.”

A Stance Dual, por exemplo, trabalha sustentabilidade, voluntariado e tecnologia em diversos projetos. Em um deles, os alunos têm contato com a subprefeitura para a remodelação de uma praça. “A proposta da escola é formar cidadãos críticos e ativos, que possam agir criticamente nas questões sociais, culturais e ambientais da sociedade contemporânea”, afirma Rahmilevitz. Questões como coleta seletiva, uso responsável da água e desmatamento também fazem parte dos projetos dos estudantes. “É uma escola completa. Não prepara só para o vestibular, mas transforma as crianças em cidadãos do mundo, em pessoas que sabem se posicionar”, afirma Ruth Roysen, mãe de dois alunos da escola.

Priscila de Pádua Palácios tem dois filhos matriculados na PlayPen. O mais velho chegou a estudar em outra escola bilíngue, mas ela não considera que havia imersão total no inglês. Na PlayPen, encontrou o que buscava, além de um bom relacionamento com a direção. “Eles abrem espaço para a brincadeira, para as crianças se sujarem mesmo. Também tem leitura e uma área para as crianças ficarem sozinhas, o que é importante.”

Já na Humboldt, o foco é no encontro entre as culturas e os alunos, como explica a coordenadora. Carolina Sellmer tem duas filhas na escola e confirma. “Uma das coisas que eu mais gosto é que não há preocupação só com a língua, mas também com a imersão em outra cultura. Isso agrega muito, porque você percebe outras formas de viver e ganha com isso.

Via Estadão Educação

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Coordenador pedagógico: o que fazer e o que não fazer

gestor_homeVeja quais atribuições o coordenador pedagógico precisa encarar como prioridade e quais ele não deve

O que fazer?

Garantir a realização semanal do horário de trabalho pedagógico coletivo 
78% afirmam reunir-se periodicamente com todos os professores, porém só isso não basta. É preciso ter tempo para planejar e tornar mais produtivos esses momentos.

Organizar encontros de docentes por área e por série
Só 27% declaram reunir os professores por disciplina, para tratar de conteúdos específicos, e 31% por ano, para conversar sobre as turmas.

Dar atendimento individual aos professores
Apenas 19% discutem com cada docente da equipe e sugerem novas estratégias de ensino, após observar as práticas pedagógicas em sala de aula.

Fornecer base teórica para nortear a reflexão sobre as práticas
Não mais de 31% apontam o preparo dos docentes como um dos principais problemas da coordenação pedagógica.

Conhecer o desempenho da escola em avaliações externas
47% dos entrevistados citaram um número que está fora da escala do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), embora a maioria afirme saber o resultado da escola. Mais do que ter o número, é essencial usá-lo para guiar o planejamento em equipe.

O que não fazer?

Conferir se as classes estão organizadas e limpas antes das aulas
55% dos coordenadores realizam essa tarefa e 90% a avaliam como adequada à sua função, que pode ser delegada a um funcionário de serviços gerais.

Fiscalizar a entrada e a saída de alunos
72% dos entrevistados têm essa atividade na rotina e 91% a consideram apropriada, mas o controle deve ser responsabilidade de um funcionário treinado para a função.

Visitar empresas do entorno para fechar parcerias
54% gostariam de ter mais tempo para isso, mas o papel de relações-públicas é do diretor.

Substituir professores que faltam
19% dos entrevistados fazem isso uma ou algumas vezes por semana. Sua função, porém, é ajudar a direção a montar, com os docentes, um banco de atividades e uma lista de substitutos para resolver esse tipo de emergência.

Cuidar de questões administrativas, financeiras e burocracias em geral
22% acreditam que isso é seu papel, embora os especialistas garantam que a parceria com o diretor deve se restringir aos assuntos pedagógicos.

 

Via GestãoEscolar
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Documentos úteis para o gestor escolar

documentos-gePara aprimorar os processos administrativos da gestão escolar, é essencial o bom uso de impressos como planilhas, formulários e ofícios de obras que ajudam a organizar as informações

Documentos de uso interno da escola

1. Descrição do projeto  Depois da reunião com o conselho escolar, materialize as decisões em um documento como este, que pode servir também para solicitar os recursos necessários para a secretaria de Educação ou para iniciar um processo de uso de recursos próprios.

2. Relação dos pagamentos individualizados por contrato  Na montagem do processo, mantenha um registro detalhado de cada etapa de pagamento por programa ou projeto executado.

3. Ficha de acompanhamento da movimentação bancária  Para acompanhar a movimentação bancária, vale a pena fazer uma ficha de acompanhamento, que servirá também para a prestação de contas.

4. Orçamento de serviços (roteiro)  Explicação de como levantar orçamentos para a contratação de uma empresa prestadora de serviços.

5. Prontuário ou pasta individual do aluno  Lista dos documentos que devem integrar o prontuário de cada aluno, de acordo com a faixa etária que a escola abrange. As pastas devem ser montadas sempre no início do ano letivo.

Processo de prestação de contas

1. Plano de trabalho  O documento detalha de maneira minuciosa o andamento de um mesmo projeto e mostra como os recursos foram empregados em cada fase.

2. Relatório de execução físico-financeira  Este formulário deve ser preenchido pela Unidade Executora de acordo com os dados contidos no Plano de Trabalho. O registro serve para detalhar os valores aplicados dentro de um período de tempo. Serve também para avaliação do órgão financiador quanto aos objetivos atingidos e maneira como os recursos foram aplicados.

3. Execução da receita e da despesa  A declaração é o registro dos valores recebidos para aplicação no projeto (as receitas) – que inclui os rendimentos de aplicações financeiras – e das despesas realizadas na sua execução.

4. Relação de bens (adquiridos, produzidos ou construídos com recursos recebidos)  Resultado da aplicação de recursos públicos, equipamentos e material permanente – ou seja, os bens móveis adquiridos ou produzidos e os bens imóveis construídos – devem ser declarados e estar em conformidade com o Plano de Trabalho aprovado.

5. Instruções e recomendações sobre aplicação de DMPP  Orientações sobre como montar o processo de prestação de contas de Despesa Miúda de Pronto Pagamento (DMPP) – trata-se de uma verba oriunda da arrecadação de ICMS, destinada à compra de produtos usados no dia-a-dia da escola, como cola, papel sulfite e desinfetante, sem o objetivo de fazer estoque.

6. Balancete de prestação de contas  Serve para documentar as despesas da escola. Deve ser preenchido com os números das notas fiscais, as empresas fornecedoras e os valores pagos, sempre que a instituição receber verba para DMPP. Os demais códigos estão na nota de empenho (documento que contém os dados sobre a verba depositada, enviado pela diretoria de ensino).

7. Pesquisa prévia para aquisição de DMPP e materiais de consumo  Para cada produto que deseja adquirir, a escola deve fazer uma pesquisa prévia de preços. Os valores levantados são explicitados nesse documento, junto com o da nota fiscal da compra. No campo “unidade”, o diretor informa se o item se trata de pacote, unidade, caixa etc. Especificação, quantidade e preço dispensam explicação.

8. Demonstrativo da execução da receita e da despesa e relação de pagamentos efetuados  Tem o objetivo de demonstrar os pagamentos feitos pela Associação de Pais e Mestres. O diretor executivo da APM deve listar as notas fiscais dos produtos adquiridos com a verba do Programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE), recebida anualmente, e os valores gastos. Nesse caso, também é necessário realizar pesquisa de preços.

9. Termo de doação  Tudo o que se compra com verba federal destinada a APM deve ser doado à Secretaria de Educação Estadual, passando a integrar o patrimônio público (a escola não é dona dos objetos que abriga). Ao preencher esse termo, a máquina fotográfica e os pufes da sala de leitura, por exemplo, ganham uma chapinha com um número, que constará no inventário da instituição.

10. Relatório de prestação de contas – Programa Escola da Família  Trata-se de mais uma planilha de prestação de contas, só que destinada às instituições que integram o Programa Escola da Família e que recebem verba da Fundação para o Desenvolvimento da Educação (FDE). O projeto, porém, foi encerrado na maioria das UEs.

11. Relatório de prestação de contas – manutenção preventiva  A cada três meses, a Associação de Pais e Mestres recebe uma verba da Fundação para o Desenvolvimento da Educação (FDE), destinada à manutenção do prédio. Essa verba pode ser usada para trocar vidros, desentupir banheiros, consertar muros etc.. Na planilha, o diretor executivo da APM deve listar as notas fiscais de todos os materiais ou serviços adquiridos. Em “conciliação bancária”, entram os valores gastos, sem discriminação.

12. Conferência de documento fiscal e comunicação de incorreções  Serve para as notas fiscais emitidas com rasura. O diretor deve preencher o código correspondente à irregularidade, especificar a informação correta e voltar à empresa para pedir que o responsável carimbe e assine o documento.

Via GestãoEscolar
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Inspiração para o incentivo à leitura na escola

shutterstock_327214040Recentemente, escutei uma coordenadora pedagógica protestar sobre escolas de Educação Infantil em que livros e brinquedos ficam guardados em lugares altos para evitar que as crianças estraguem o acervo. Em algumas unidades do Ensino Fundamental a realidade é ainda pior: a ausência de livros e leitores marcam corredores e salas de aula. Como diz a educadora e pesquisadora espanhola Teresa Colomer, os estudantes precisam ser convidados a “andar entre livros”. Então, situações como essas precisam ser questionadas e transformadas.

Diante do protesto da coordenadora, lembrei imediatamente da grata experiência que tive quando recebi um pão quentinho em casa e, de brinde, apreciei um poema de Carlos Drummond de Andrade, publicado no saco de pão. O dono da padaria provavelmente não é educador. Mas, usando uma estratégia criativa, ele proporciona a leitura para seus clientes. Apesar de pagar um pouco mais pela estampa poética, o padeiro não cobra taxa extra, não seleciona os clientes entre os que sabem ler e os que não sabem. Simplesmente, oferece pão com poesia a todos. Lembro, ainda, de um grupo de voluntários de São Paulo que entregou livros às pessoas que pediam dinheiro nos semáforos da cidade e da ialorixá Mãe Stella de Oxóssi, da Academia de Letras do Brasil, que criou a biblioteca móvel Animoteca, aqui em Salvador.

Todas essas iniciativas partem de, pelo menos, dois pressupostos. O primeiro é o de que não se forma leitores sem livros. O segundo de que é possível apostar no caminho da sedução do leitor. Em Como um Romance (Editora Rocco, 167 págs., (11) 3170-4033, 18,20 reais), o francês Daniel Pennac discute e defende o leitor como um sujeito de direitos e de desejos e oferece pistas para novas tramas pedagógicas.

Será que a escola não poderia, também, oferecer a leitura em momentos assim, nos tomando de surpresa e enchendo de prazer? Os espaços de Educação formal, em muitos momentos, se distanciam do aprendizado das práticas sociais de leitura e escrita. No cenário contemporâneo brasileiro, formar leitores e escritores ainda é uma promessa – acontece de forma parcial, desigual e, por vezes, precária.

Poucas trajetórias leitoras se consolidam sozinhas. Claro que há casos singulares como o da escritora brasileira Carolina Maria de Jesus (1914-1977), que se tornou leitora com materiais encontrados no lixo e tornou-se uma autora premiadíssima com Quarto de Despejo. Mas, em geral, muitos estudantes precisariam ter o encontro com os livros mediado pela escola.

Inspirados por Daniel Pennac, podemos pensar em atividades como as bancas de leitura nas feiras livres realizadas pelos estudantes e professores, as tendas de contos africanos nas praças, a hora da leitura na rádio local, os saraus com a participação das avós, a publicação de catálogos de resenhas literárias, e as rodas de leitura na sala de aula.

Fonte: Neurilene Martins, NovaEscola

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Tem um estagiário de Pedagogia ou Licenciatura em minha sala de aula. E agora?

blog-questao-de-ensino-estagio-docenteA cada semestre letivo, as escolas de Educação Básica recebem estagiários de Pedagogia e dos cursos de Licenciatura. Grande parte da expectativa desses estudantes está no encontro com o professor, a classe e na possibilidade de conhecer a rotina escolar.

É durante esse período que muitos dos futuros professores terão a primeira oportunidade prática de realizar procedimentos de diagnóstico, atividades de observação e docência assistida. Os grandes objetivos do estágio são poder observar e refletir sobre os conhecimentos profissionais em ação e colaborar, com assistência, com o trabalho pedagógico. Assim, esta atividade curricular obrigatória na graduação transforma a escola em um espaço privilegiado da formação inicial e os professores como formadores dos novos docentes.

Como professora de Estágio na Universidade, identifico que essa tarefa de professor-formador nem sempre está clara para os regentes e alguns equívocos são identificados nessa relação. Um exemplo disso são os profissionais que se recusam a receber os estagiários em suas classes ou aqueles que os consideram substitutos temporários e abandonam os graduandos, sem assisti-los devidamente.

Mas como o regente da turma pode receber um estagiário em sua classe e colaborar de fato para sua formação? Compartilho algumas sugestões que considero importantes para refletir sobre esse papel:

– A Lei nº 11.788, de 25 de setembro de 2008, regulamenta o estágio e define a natureza das atividades a serem realizadas pelos estudantes. Ela deve ser conhecida e seguida por todos os profissionais envolvidos;

– Prepare-se para esse processo. Estude, por exemplo, sobre a ideia de ateliê de formação, como é proposto na segunda parte do livro Educando o Profissional Reflexivo: Um Novo Design para o Ensino e a Aprendizagem, de Donald Schon. O autor oferece pistas para a construção dessa relação de formação envolvendo um profissional com expertise e um aprendiz;

– Realizar o estágio é um direito do estudante que deve ser acolhido pela comunidade escolar e incluído nos rituais pedagógicos, por meio de parcerias formalmente estabelecidas com as faculdades de Licenciatura e Pedagogia;

– No primeiro dia, apresente o estagiário para a turma e explique, de modo simples e objetivo, por que ele está ali, quanto tempo ficará e o que fará. Isso ajuda que os alunos se sintam seguros com a presença desse visitante;

– O estagiário não deve substituir o professor em nenhuma circunstância. Ele deverá atuar sempre sob a supervisão do regente em sala;

– Ocupe o lugar de profissional experiente e que serve de inspiração para o aprendiz. Algumas estratégias são bem valorizadas pelos estudantes em seus relatórios de estágio, como compartilhar com documentos pedagógicos relevantes como projetos em andamento na sala de aula, planos de aula, diagnósticos das crianças, registros e acompanhamento dos estudantes. Outra atividade que se destaca é dar orientação de leitura e reservar um tempo para dialogar com o futuro professor sobre as percepções que ele tem dessa prática pedagógica, questionamentos e possíveis contribuições e instigue o estudante a realizar reflexões sobre a prática educativa e registrá-las;

– Para muitos que ainda estão em formação, a experiência de dar aulas é uma tarefa complexa. Por isso, nas atividades de docência assistida, conheça e contribua com a programação das aulas e apoie o estagiário na superação de desafios;

– Além do dia a dia da sala de aula, incentive que o estagiário participe de reuniões de planejamento, de reuniões de pais e de atividades que possam ampliar a visão dele sobre as práticas institucionais, seus avanços e desafios;

– Ocupe com mais conforto esse lugar de professor-formador com a leitura do livro Professores Imagens do Futuro Presente, de Antonio Nóvoa. O segundo capítulo, intitulado Para uma formação de professores construída dentro da profissão, nos permite refletir que é preciso trazer a formação docente para dentro da profissão de modo que educadores da Educação Básica formem colaborativamente com as universidades os futuros professores;

– Não tenha medo de se expor. Converse sobre os desafios da profissão com o estagiário. Assim, este também poderá ser um processo formativo para você.

Tem mais dicas sobre esse tema ou outras dúvidas sobre sala de aula? Compartilhe nos comentários, abaixo! Sua dúvida pode ser respondida aqui no blog Questão de Ensino.

Fonte: NovaEscola

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Como incentivar os alunos tímidos a participar mais das aulas?

blog-questao-de-ensino-alunos-timidosSe considerarmos nossos tempos de escola, com certeza alguns de nós vão se enquadrar no perfil de criança tímida ou lembrar de colegas que falavam pouco e se esquivavam de se expor para a sala. Timidez não é defeito. Existem diferentes ritmos, estilos de aprendizagem e pessoas. Por isso, vale a pena prestar atenção nas singularidades dos alunos para não rotulá-los com base em visões estereotipadas de comportamentos ideais.

Precisamos, sim, incentivar que eles participem e compartilhem suas inquietações, mas não podemos querer transformá-los em algo que não são. Quem não conhece adultos tímidos na vida social, mas que profissionalmente são bem-sucedidos? Se nos colocarmos a pensar, seja no nosso círculo de conhecidos ou a partir de biografias de personalidades, lembraremos de diversos casos.

Para incluir essas crianças com a delicadeza e pertinência necessárias é preciso reconhecer suas peculiaridades e ajudá-las a conhecer a si mesmas, a ganhar autoconfiança e encontrar a própria forma de se relacionar com os outros. Nesse caso, é fundamental ouvir a família para saber sobre os comportamentos e atitudes da criança em outros ambientes sociais.

Uma dica valiosa é observar se o estudante com esse perfil está confortável no grupo para realizar atividades colaborativas ou se fica constrangido nessas interações. Atente-se também às situações e às condições nas quais ele se sente mais à vontade para interagir (como, por exemplo, em pequenos grupos ou com um par preferido).

O professor deve passar confiança e pode conversar, individualmente, com a criança para saber como ela se sente. Conhecer as percepções dos alunos sobre si e sobre o grupo, o que gosta nesse ambiente e o que gostaria de ajustar na relação consigo e com os outros torna mais fácil identificar oportunidades para integrá-los e incentivá-los a participar quando o assunto for significativo para eles, sempre sem pressioná-los. Para tanto, valorize todas as contribuições desses alunos de modo natural e afetivo, mas sem exageros.

Experimente fazer acordos prévios. Se ele, por exemplo, realizar um bom trabalho ou pesquisa, incentive-o a compartilhar os achados com a turma na aula seguinte. Em intervenções coletivas, evite colocá-los em evidência sem aviso, quando isso puder constrangê-los. Mas vale dirigir perguntas a essa criança sobre conteúdos que ela dá conta e solicitar ajuda em demandas em que demonstraram conhecimento.

Na hora de formar grupos, considere não apenas o objetivo da atividade, mas também os laços afetivos. Assim, elas têm mais chances de se sentir acolhidas e desafiadas. Individualmente, escute as percepções da criança sobre o próprio percurso e dê devolutivas a ela pontuando crescimentos.

Nesse processo de inclusão desses nossos alunos, o desafio para a escola é construir uma comunidade que respeite as diferenças. A questão é ajudar cada criança, tímida ou extrovertida, a entrar em contato consigo mesma e se aventurar com mais autoconfiança nos processos de socialização. No mais, que exista lugar no mundo para os tímidos!

Fonte: NovaEscola

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Onde encontrar materiais digitais e gratuitos para usar nas aulas

professor-notebook-conferencia-video-computador-elearning-recursos-digitaisVocê já ouviu falar de Recursos Educacionais Abertos (REA)? São materiais de pesquisa, ensino e aprendizagem oferecidos de forma gratuita no ambiente virtual. Eles incluem conteúdos em qualquer formato de mídia, como textos, vídeos, games e aplicativos, além de ferramentas digitais que permitem criação, uso e compartilhamento de informações.

A possibilidade de utilizar recursos educacionais abertos começa a derrubar a visão de tecnologia educacional como um luxo reservado a poucos. Os organizadores da comunidade REA no Brasil lutam pelo maior uso dessas ferramentas por parte dos educadores. Se você quer explorar mais essa tecnologia só que não sabe por onde começar, veja as três sugestões abaixo:

Portal do Professor e acervos estaduais

Portal do Professor é uma iniciativa governamental criada em 2008 que, atualmente, reúne milhares de materiais multimídia organizados por tema ou nível de ensino. Os recursos educacionais são encontrados por meio de palavras-chave ou pela busca avançada. O educador pode visualizar uma ficha técnica contendo descrição e objetivo do conteúdo selecionado. O Portal ainda oferece cadernos didáticos com listas de exercícios e acesso à TV Escola, que exibe programação ao vivo sobre Educação.

Governos estaduais têm iniciativas semelhantes voltadas a objetos digitais educacionais. O Currículo+ é a plataforma lançada pelo governo estadual de São Paulo, com um acervo de vídeos, videoaulas, jogos, animações, simuladores e infográficos articulados ao currículo estadual. Já o Dia a Dia Educação, da Secretaria de Educação do Paraná, traz áreas para alunos, educadores, gestores escolares e comunidade, com informações diferenciadas para cada público. No espaço do educador, encontra-se o menu Recursos Didáticos, que contribui com a prática pedagógica.

Escola Digital

Um destaque da Escola Digital é que, além dos filtros tradicionais, o usuário pode escolher apenas conteúdos adaptados para crianças com deficiência visual e auditiva. Até o fim de agosto, uma nova versão da plataforma vai ser lançada e trazer funcionalidades de interação interessantes, como a criação de grupos e compartilhamento de experiências de uso.

Recursos Educacionais Abertos

O site Recursos Educacionais Abertos é feito colaborativamente por uma comunidade de educadores, cientistas, profissionais da área de tecnologia da informação e comunicação (TICs) e interessados pela área de todo o país. No menu Mão na Massa estão as opções buscar, criar ou compartilhar materiais. O portal ainda oferece cursos e oficinas sob demanda em instituições de ensino para capacitar equipes no uso dos recursos digitais.

Maiores informações sobre REA em outro post

Fonte: NovaEscola / Claudio Sassaki

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Como implantar práticas sustentáveis na escola?

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Objetivos

  • Geral: Implantar práticas sustentáveis na escola.
  • Para a direção, a coordenação pedagógica, os professores e os funcionários: Identificar e promover atitudes sustentáveis no coletivo e, individualmente, agir coerentemente com elas.
  • Para os alunos: Desenvolver atitudes diárias de respeito ao ambiente e à sustentabilidade, apoiadas nos conteúdos trabalhados em sala de aula.
  • Para a comunidade do entorno: Ampliar o interesse por projetos ambientais e se integrar em sua organização e implantação.

Conteúdos de Gestão Escolar

  • Administrativo: Levantamento da demanda dos recursos naturais que entram na escola (água, energia, materiais e alimentos), dos resíduos e da situação estrutural do edifício (instalações elétricas e hidráulicas).
  • Comunidade: Envolvimento na questão ambiental, com construção de novas práticas e valores e a realização de interferências na paisagem.
  • Aprendizagem: Desenvolvimento de habilidades que contemplem a preocupação ambiental nos âmbitos de energia, água, resíduos e biodiversidade.

Tempo estimado: O ano todo.

Material necessário
Contas de luz e água, plantas do projeto da escola, planilhas para a anotação de dados sobre o consumo de recursos naturais, cartazes de papel reciclado para a confecção de avisos sobre desperdício, papeis para mapas e croquis e material escolar em geral.

Desenvolvimento
1ª etapa – Planejamento em equipe
Reúna os funcionários e inicie uma conversa sobre a importância de criar um ambiente voltado à sustentabilidade ambiental. Proponha a formação de grupos que avaliarão como a escola lida com os recursos naturais, o descarte de resíduos e a manutenção de áreas verdes ou livres de construção. É importante que a composição das equipes esteja acordada por todos, assim haverá motivação e interesse. Você, gestor, pode organizar a formação dos grupos, estimar os tempos e objetivos das tarefas e sugerir parcerias. Por exemplo, funcionários da secretaria que cuidam da compra de alimentos podem atuar com a equipe da cozinha.

2ª etapa – Diagnóstico inicial
Oriente cada grupo a fazer uma avaliação atenta do assunto escolhido. Por exemplo, a equipe que analisará o uso da energia deve levantar informações sobre a distribuição de luz natural, os períodos e locais em que a energia artificial fica ligada, as luminárias usadas e a sobrecarga de tomadas. Já o grupo que cuidará da água levantará o consumo médio na escola e verificará as condições de caixas- d’água, canos e mangueiras. No fim, os resultados devem ser compartilhados com a comunidade escolar.

3ª etapa – Implantação
Com base no diagnóstico inicial, monte com os grupos um projeto que contemple os principais pontos a serem trabalhados. Algumas soluções são:

  • Energia – Incentivar a todos, com conversas e avisos perto de interruptores, a desligar a energia quando houver luz natural ou o ambiente estiver vazio; efetuar a troca de lâmpadas incandescentes por fluorescentes, mais econômicas e eficientes, e fazer a manutenção periódica de equipamentos como geladeiras e freezers.
  • Água – Providenciar o conserto de vazamentos e disseminar, com lembretes nas paredes, a prática de fechar torneiras durante a lavagem da louça, a escovação dos dentes e a limpeza do edifício. Se houver espaço e recursos, construir cisternas é uma boa opção para coletar a água da chuva, que pode servir para lavar o chão e regar áreas verdes.
  • Resíduos – Caso não haja coleta seletiva pelo serviço público, deve-se buscar parcerias com cooperativas de catadores. Além disso, é possível substituir, sempre que possível, sulfite, cartolina, isopor e EVA por papel craft reciclado e trocar o cimento pela terra prensada na construção de alguns equipamentos, como bancos no jardim. Outras iniciativas: manter composteiras para a destinação do lixo orgânico e a produção de adubo, implantar programas contra o desperdício de comida e promover o uso e o descarte corretos dos produtos de limpeza.
  • Biodiversidade – Investir no aumento da superfície permeável e de áreas verdes cria espaços para o desenvolvimento de espécies animais e vegetais, além de refrescar o ambiente, diminuir a poeira e aumentar a absorção de água da chuva.

4ª etapa – Definição de conteúdos disciplinares
Em reuniões com coordenadores e professores, levante os conteúdos pedagógicos que podem receber o apoio do projeto ao ser trabalhados em sala, como:

  • A importância da água para a vida na Terra;
  • O desenvolvimento dos vegetais;
  • A dinâmica da atmosfera terrestre;
  • As transformações químicas;
  • Os tipos de poluição;
  • Os combustíveis renováveis e não-renováveis;
  • As cadeias alimentares;
  • Os ciclos do carbono e do nitrogênio;
  • A importância dos aquíferos;
  • O estudo das populações, entre outros.

5ª etapa – Sensibilização da comunidade
Para aproximar as famílias e permitir que elas também apliquem as ações sustentáveis do projeto em seu dia a dia, é preciso envolvê-las desde o início. Nesse sentido, o diretor pode convocá-las a participar de reuniões e eventos sobre o tema, expor as mudanças implantadas na escola em painéis, apresentar as reduções nas contas de água e de luz e convidá-las a ver de perto a preocupação ambiental aplicada nos diferentes locais da escola.

6ª etapa – Manutenção permanente das ações
Acompanhe o andamento das mudanças, anotando os resultados e as pendências. Reúna os envolvidos para fazer as avaliações coletivas das medidas adotadas. Não hesite em reforçar os princípios do projeto sempre que julgar necessário e procure levar em consideração novas sugestões e soluções propostas por alunos, educadores ou famílias. É importante ter em mente que essa manutenção deve ser permanente e não apenas parte isolada do projeto.

Avaliação
Retome os objetivos do projeto, recordando o que a escola espera alcançar, e questione se eles foram atingidos, total ou parcialmente. Monte uma pauta de avaliação sobre cada item trabalhado e retome aqueles que merecem mais aprofundamento. Avalie também o envolvimento da equipe e dos alunos, se todos estão interessados na questão ambiental e se eles mudaram as atitudes cotidianas em relação ao desperdício e ao consumo.

Fonte: GestãoEscolar

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