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Archives for EDUCAÇÃO E PEDAGOGIA

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Aulas no estado de SP serão retomadas em setembro com rodízio de alunos

O governo de São Paulo anunciou, no início da tarde desta quarta-feira (24), a retomada das aulas presenciais a partir do dia 8 de setembro. 

“Construímos um plano com protocolos bem definidos de distanciamento social, monitoramento de saúde dos alunos, higiene pessoal e dos ambientes escolares, para garantir essa segurança, repito, nas escolas publicas municipais, estaduais e também a recomendação para as escolas privadas em todo o estado de São Paulo”, disse o governador João Doria (PSDB), durante coletiva de imprensa no Palácio dos Bandeirantes. 

O plano prevê um retorno de geral, e em conjunto para todas as cidades, e considera que na data estimada, o estado estará na fase amarela de flexibilização da economia há 28 dias. 

De acordo com o secretário estadual de Educação, as orientações são válidas para todo o sistema educacional, desde a educação infantil até o ensino superior. 

“É importante falar aqui que este protocolo não é para rede estadual e, sim, para o sistema educacional do estado de São Paulo, desde a educação infantil até o ensino superior, que somam esses 13,3 milhões, incluindo o que a gente chama de educação suplementar aqui que a gente chama de educação complementar aqui, que são cursos de inglês, e outros cursos livres que são propostos por inúmeras instituições”, disse o secretário de Educação, Rossieli Soares.

Em fase final de recuperação após contrair o coronavírus e ser hospitalizado na UTI, o secretário estadual de Educação, Rossieli Soares, participou da coletiva virtualmente

Protocolos

A proposta prevê rodízio de estudantes e uma combinação de aulas presenciais com manutenção do ensino à distância. 

As escolas só poderão ser reabertas quando as cidades do estado estiverem na fase amarela do plano de flexibilização da economia definido pelo estado há mais de 28 dias.

Ensino superior 

Atualmente, as aulas das escolas estaduais estão sendo transmitidas por meio do aplicativo Centro de Mídias SP (CMSP) e dos canais digitais 2.2 – TV Univesp e 2.3 – TV Educação. De acordo com a Secretaria Estadual de Educação, a pasta arca com os custos dos planos móveis de internet para que alunos e professores tenham acesso ao conteúdo. 

No entanto, muitos pais reclamam de dificuldades para acessar as plataformas digitais, já que sem acesso à internet, celular, TV e computador, muitos alunos não têm acompanhado as aulas. 

No caso das escolas particulares, o protocolo de funcionamento está pronto desde maio e prevê uma série de medidas, entre elas, suspensão de atividades coletivas, redução do número de alunos em salas de aula e aferição de temperatura. 

Além disso, as instituições preveem também uma avaliação do nível de aprendizado dos alunos, ampliação da jornada diária e reposição das aulas aos sábados e em turnos alternativos. 

Universidades

No dia 16 de junho, o vice-reitor da Universidade de São Paulo (USP), Antonio Carlos Hernandes, apresentou o plano de readequação das atividades acadêmicas da instituição, que prevê a continuidade do ensino à distância, nos cursos de graduação e pós-graduação, durante o segundo semestre do ano letivo de 2020. A Unicamp e a Unesp também informaram na quarta-feira (17) ao corpo de professores que continuarão com as aulas online na retomada do segundo semestre. 

O começo do próximo semestre na USP está previsto para 18 de agosto, com a utilização da metodologia das aulas online, que podem ou não permanecer até o fim do período.

“É importante destacar que esse calendário poderá ser revisto no momento em que a situação epidemiológica for favorável”, afirmou Edmund Chada Baracat, pró-reitor de Graduação da universidade. 

Em comunicado enviado às redações, a Unicamp definiu que o primeiro semestre termina em 31 de agosto e o início do segundo semestre inicia em meados de setembro. O reitor da instituição adiantou ao corpo de professores que as aulas do segundo semestre serão retomadas no atual modelo de ensino à distância e a universidade vai aguardar as diretrizes do governo de São Paulo sobre a retomada das atividades presenciais em toda a rede pública de ensino. 

Na Unesp, o reitor Sandro Roberto Valentini afirmou ao jornal ‘O Estado de São Paulo’ na quarta (17) que as atividades vão ser retomadas remotamente no segundo semestre, e que “a universidades vai fazer um esforço muito grande com alunos que estão para se formar este ano”.

Fonte: O Globo

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Aulas do segundo bimestre na rede estadual começam na segunda

Secretaria de Educação deve alinhar diretrizes para potencializar o engajamento dos alunos no ensino a distância que é feito por aplicativo.

Aulas serão retomadas no dia 8 de junho

A Secretaria Estadual da Educação promove, a partir desta segunda-feira (1º), o planejamento das aulas mediadas por tecnologia do segundo bimestre com os professores da rede estadual.

Será um período de formação, discussão e alinhamento de estratégias que ocorrerá diariamente, no aplicativo Centro de Mídias SP, até sexta-feira (5).

A participação dos membros do quadro do magistério e dos gerentes de organização escolar é obrigatória em todos os dias. Na quarta-feira (3), haverá uma programação específica para os agentes de organização escolar.

Durante esta semana o CMSP (Centro de Mídias SP), por meio dos aplicativos e da programação na TV Educação e TV Univesp, vai reprisar os conteúdos destinados aos alunos da rede estadual, e não haverá aulas ao vivo.

As aulas on-line do segundo bimestre inéditas serão retomadas no dia 8 de junho. “Será uma parada para diminuir dúvidas e fazermos um planejamento das aulas com objetivo de organizar de forma mais clara para avançar no ano letivo. É preciso ter foco naquilo que é mais importante, o engajamento do aluno”, diz o secretário de Educação Rossieli Soares.

A programação ocorrerá entre os dias 1 a 5 de junho, das 9h30 às 16h30, por meio do canal Formação de Professores, no Centro de Mídias SP. Cada professor deve participar conforme sua carga horária. Na abertura na próxima segunda (1º), o secretário Rossieli Soares fará uma abertura e, em seguida, haverá uma palestra do historiador e professor Leandro Karnal.

Os conteúdos serão reprisados para os professores que tiverem acúmulo com outras redes e não puderem acompanhar as atividades ao vivo.

O encontro vai tratar de temas como rotina de papéis na aprendizagem não-presencial; uso pedagógico e técnico das funcionalidades do CMSP e outras plataformas licenciadas; produção das aulas dos CMSP; fechamento do primeiro bimestre e planejamento do segundo; estratégias para engajamento dos estudantes.

Haverá também tempo para o planejamento da unidade escolar e individual. As propostas que forem apresentadas ao longo do encontro serão discutidas pela rede, que trará suas contribuições.

Fonte: Portal R7

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Atenção para mudança de carga horária, disciplina ou turno para 2020

BNCC (Base Nacional Comum Curricular) e reforma do ensino médio, reestruturação interna, mudança curricular, fechamento de classe, período integral. 

Todas essas mudanças envolvem alterações do contrato de trabalho e por isso, exigem a aceitação – por escrito – entre o professor e o seu empregador. A mútua concordância é uma regra que vale para os dois lados, não importa de quem partiu a iniciativa de propor a mudança, nem os motivos que justificaram a proposta.

Abaixo respostas às questões mais frequentes relacionadas à atribuição de aulas, disponibilização de horários e mudanças de carga horária, disciplina, turma ou turno.

1. A escola ou IES pode mudar unilateralmente a carga horária do professor?

Não. Qualquer alteração na carga horária só pode ser feita se o professor concordar, mesmo quando ocorrer por mudança curricular ou do projeto pedagógico ou redução no número de matrículas. Isso se aplica também às alterações decorrentes da implantação da BNCC no ensino médio, a partir de 2020.

Se o professor não concordar com a alteração proposta, o empregador deve manter a carga horária ou proceder à demissão sem justa causa, pagando todos os direitos.

A proposta de mudança de carga horária deve ser feita por escrito e o professor deve responder, também por escrito, em até cinco dias. Esse procedimento precisa ser feito antes do encerramento do ano letivo.

2. E se o professor quiser reduzir unilateralmente o número de aulas?

A mudança também dependerá de a escola ou a IES concordar, caso contrário o professor deverá manter a carga horária ou pedir demissão no final do ano letivo. O pedido de alteração no número de aulas deve ser feito por escrito, bem como a resposta do empregador.

3. O professor afetado por redução de carga horária tem prioridade na atribuição de aulas em outra disciplina?

Sim, se a redução for decorrente de mudança curricular (no ensino superior, também como decorrência na diminuição de matrículas). O docente deve estar legalmente habilitado para ministrar a nova disciplina.

 4. O professor pode ser transferido de disciplina?

Não, salvo se concordar com a mudança. A vedação está prevista nas Convenções Coletivas e na legislação ordinária, já que isso caracteriza alteração no contrato de trabalho.

5. Pode haver alteração do turno de trabalho?

Não, pois isso significa mudança nas condições contratuais do professor. Aqui também vale a regra da concordância entre as partes.

6. O professor de educação básica pode ser transferido de nível de ensino?

Não, a não ser que concorde com a mudança. A vedação está prevista na Convenção Coletiva. Por exemplo, a escola não pode exigir que o professor que ministra aulas no ensino médio passe para o fundamental II, ainda que não ocorra redução de salário. O mesmo princípio se aplica entre os professores que lecionam na educação infantil e no ensino fundamental I.

7. Na elaboração da grade horária, pode-se exigir do professor aulista disponibilidade todos os dias da semana?

Elaborar a grade horária é uma tarefa complexa, que exige compatibilização dos horários de todo o corpo docente e muitas vezes o ajuste das grades de outros estabelecimentos onde esses professores também lecionam. Contudo, essa dificuldade não dá direito à escola de exigir do professor aulista uma disponibilidade muito superior a sua carga horária.

Na discussão, deve prevalecer o bom senso. A escola não pode fazer exigências que inviabilizem a manutenção de outro emprego ou o desenvolvimento de outras atividades. Quanto ao professor, ele pode, quando possível, oferecer alguma flexibilidade que viabilize a confecção da grade horária e sua permanência na escola.

8. O empregador pode exigir que o professor mude os seus dias de trabalho?

Não. Em nosso entendimento, isso configura mudança nas condições contratuais do professor. Por exemplo, se ele dava aulas as segundas, quartas e sextas, o empregador não pode exigir que ele passe a lecionar terças, quintas e sextas.

A melhor alternativa ainda é dialogar e buscar uma alternativa que atenda ao interesse de todos, já que a mudança exige a concordância das partes. Caso contrário, o empregador deve manter o horário e, não sendo possível, arcará com a demissão sem justa ao professor que tiver adquirido o direito à garantia.

Fonte: Sinpro/SP

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Especial para Escolas: Reajustes de Professores e Auxiliares de São Paulo

SIEEESP, A FEEESP, OS SINEPES ARAÇATUBA, OSASCO, PRESIDENTE PRUDENTE, RIO PRETO, SANTOS, SOROCABA E A FEPESP – FEDERAÇÃO DOS PROFESSORES DO ESTADO DE SÃO PAULO, REPRESENTANDO OS SINDICATOS DE PROFESSORES (SINPRO) DE SÃO PAULO, ABC, CAMPINAS E REGIÃO, OSASCO E REGIÃO, SANTOS E REGIÃO, JACAREÍ, JUNDIAÍ, VALINHOS E VINHEDO, GUARULHOS, VALES (INDAIATUBA, SALTO E ITU), GUAPIRA (MOGI GUAÇU E ITAPIRA), SOROCABA E REGIÃO, SÃO JOSÉ DO RIO PRETO, JAÚ, BAURU E REGIÃO, TAUBATÉ (CAMPOS DO JORDÃO, SANTO ANTÔNIO DO PINHAL, SÃO BENTO DO SAPUCAÍ, SÃO LUÍS DO PARAITINGA, TAUBATÉ E TREMEMBÉ) E UNICIDADES (DESCALVADO, LEME, PIRASSUNUNGA, PORTO FERREIRA, SANTA CRUZ DA CONCEIÇÃO, SANTA RITA DO PASSA QUATRO E TAMBAÚ), ALÉM DOS SINDICATOS DE TRABALHADORES EM ESTABELECIMENTOS DE ENSINO (PROFESSORES E AUXILIARES DE ADMINISTRAÇÃO ESCOLAR) DE FRANCA, LINS, RIBEIRÃO PRETO (ALTINÓPOLIS, BARRINHA, BRODOWSKI, CAJURU, CÁSSIA DOS COQUEIROS, CRAVINHOS, DUMONT, GUATAPARÁ, ITUVERAVA, JABOTICABAL, JARDINÓPOLIS, LUÍS ANTÔNIO, MORRO AGUDO, ORLÂNDIA, PONTAL, PRADÓPOLIS, RIBEIRÃO PRETO, SALES OLIVEIRA, SANTA CRUZ DA ESPERANÇA, SANTA ROSA DE VITERBO, SANTO ANTÔNIO DA ALEGRIA, SÃO JOAQUIM DA BARRA, SÃO SIMÃO, SERRA AZUL, SERRANA E SERTÃOZINHO), SÃO CARLOS (CACONDE, DOURADO, IBATÉ, ITOBI, MOCOCA, RIBEIRÃO BONITO, SÃO CARLOS, SANTA CRUZ DAS PALMEIRAS E TAPIRATIBA); ARAÇATUBA E REGIÃO (ARAÇATUBA E BIRIGUI), OURINHOS E REGIÃO (CANITAR, CHAVANTES, OURINHOS, PROMISSÃO, SALTO GRANDE, SANTA CRUZ DO RIO PARDO E VERA CRUZ) E PRESIDENTE PRUDENTE E REGIÃO E O SINDICATO DOS AUXILIARES DE ADMINISTRAÇÃO ESCOLAR DE SÃO JOSÉ DO RIO PRETO E REGIÃO (ADOLFO, BADY BASSITT, BÁLSAMO, CEDRAL, GUAPIAÇU, ICÉM, IPIGUÁ, JACI, JOSÉ BONIFÁCIO, MENDONÇA, MIRASSOL, MIRASSOLÂNDIA, MONTE APRAZÍVEL, NEVES PAULISTA, NIPOÃ, NOVA ALIANÇA, NOVA GRANADA, OLÍMPIA, ONDA VERDE, POLONI, POTIRENDABA, SÃO JOSÉ DO RIO PRETO, TANABI, UBARANA, UCHOA E UNIÃO PAULISTA), CUMPRINDO O QUE DETERMINA O PARÁGRAFO 2º DA CLÁUSULA 4 DAS CONVENÇÕES COLETIVAS DE TRABALHO, DIVULGAM O PERCENTUAL DE REAJUSTE E OS PISOS SALARIAIS PARA A CATEGORIA DOS TRABALHADORES EM EDUCAÇÃO – PROFESSORES E AUXILIARES DE ADMINISTRAÇÃO ESCOLAR – O QUE SEGUE:

1.         ÍNDICE DE REAJUSTE – A PARTIR DE 1º DE MARÇO DE 2017 OS SALÁRIOS DOS PROFESSORES E AUXILIARES DE ADMINISTRAÇÃO ESCOLAR DEVERÃO SER REAJUSTADOS EM 5,54% (CINCO VÍRGULA CINQUENTA E QUATRO POR CENTO), SOBRE OS SALÁRIOS DEVIDOS EM 1º DE SETEMBRO DE 2016.

2.         ÍNDICE DE REAJUSTE PARA AS ESCOLAS QUE DEIXAREM DE CUMPRIR O DISPOSTO NO ITEM B. DA CLÁUSULA DE PLR DA CONVENÇÃO COLETIVA DE TRABALHO – A PARTIR DE 1º DE MARÇO DE 2015, OS SALÁRIOS DOS PROFESSORES E AUXILIARES DE ADMINISTRAÇÃO ESCOLAR DESSAS ESCOLAS DEVERÃO SER REAJUSTADOS EM 7,04% (SETE VÍRGULA QUATRO POR CENTO) SOBRE OS SALÁRIOS DEVIDOS EM 1º DE SETEMBRO DE 2016.

3.         PISO SALARIAL DOS PROFESSORESPARA O PERÍODO COMPREENDIDO ENTRE 1º DE MARÇO DE 2017 E 28 DE FEVEREIRO DE 2018:

  1. a)R$ 1.194,71, NESTE VALOR JÁ INCLUÍDO O DSR, POR JORNADA DE 22 HORAS SEMANAIS, PARA PROFESSORES QUE LECIONAM EM ESCOLA QUE SÓ TENHA CURSOS DE EDUCAÇÃO INFANTIL;
  2. b)R$ 1.335,08, NESTE VALOR JÁ INCLUÍDO O DSR, POR JORNADA DE 22 HORAS SEMANAIS, PARA PROFESSORES DE EDUCAÇÃO INFANTIL E DE ENSINO FUNDAMENTAL, ATÉ O 5º ANO, QUE LECIONAM NAS DEMAIS ESCOLAS;
  3. c)R$ 15,83POR HORA-AULA, PARA PROFESSORES QUE LECIONAM NO ENSINO FUNDAMENTAL, DO 6º AO 9º ANO, OU NO PERÍODO NOTURNO, NOS NÍVEIS FUNDAMENTAL E MÉDIO;
  4. d)R$ 17,57POR HORA-AULA, PARA PROFESSORES QUE LECIONAM NO ENSINO MÉDIO;
  5. e)R$ 16,71POR HORA-AULA, PARA PROFESSORES QUE LECIONAM EM CURSOS DE FORMAÇÃO INICIAL E CONTINUADA DE TRABALHADORES E EM CURSOS DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL TÉCNICA DE NÍVEL MÉDIO;
  6. f)R$ 24,53POR HORA-AULA, PARA PROFESSORES QUE LECIONAM EM CURSOS PRÉ-VESTIBULARES.

AOS VALORES ACIMA DEFINIDOS DEVERÁ SER ACRESCIDO O PERCENTUAL DE 5% DE HORA-ATIVIDADE.

  1. PISO SALARIAL DOS AUXILIARES DE ADMINISTRAÇÃO ESCOLAR, PARA O PERÍODO COMPREENDIDO ENTRE 1º DE MARÇO DE 2015 E 29 DE FEVEREIRO DE 2016: R$ 1.160,94.

    5.O CARTÃO-ALIMENTAÇÃO OU VALE-ALIMENTAÇÃO ENTREGUE AOS PROFESSORES E AUXILIARES EM SUBSTITUIÇÃO À CESTA BÁSICA DEVERÁ SER REAJUSTADO A PARTIR DE 1º DE MARÇO EM 4,69% (QUATRO VÍRGULA SESSENTA E NOVE POR CENTO), NÃO PODENDO SER INFERIOR A R$89,00 (OITENTA E NOVE REAIS), DE ACORDO COM O QUE DISPÕE O PARÁGRAFO 5º DA CLÁUSULA 15 DA CONVENÇÃO COLETIVA DE TRABALHO DOS PROFESSORES E O PARÁGRAFO 4º DA CLÁUSULA 13 DA CONVENÇÃO COLETIVA DE TRABALHO DOS AUXILIARES.

SÃO PAULO, 10 DE MARÇO DE 2017.

 

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Música estimula áreas do cérebro da criança que vão beneficiar o desenvolvimento de outras linguagens

Autoria: Karine Ramos

– Quem já viu um chocalho?
– Eeeeeeeeuuuuuu!!! 
– Mas não é o do bebê… 
– Aahhh… 
– É aquele que faz… Querem ver? (A professora oferece os chocalhos afoche de cabaça para as crianças) 
– Eu já vi, eu já vi um desse! 
– O barulho é diferente!

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O diálogo acima é um exemplo da condução das aulas que envolvem musicalização na Educação Infantil do Santa Maria. O objetivo é apresentar, além dos instrumentos musicais, noções de diferentes sons que eles produzem. A criançada se divertiu enquanto imaginava as danças indígenas  e o vai e vem das miçangas que compõem o chocalho de cabaça. Com isso aprenderam: “Cada instrumento, um som diferente”. Na sequência, as crianças ouviram mais histórias, sapatearam, cantaram e brincaram de ciranda, reunindo canto, ritmo e coordenação motora. Entre versos e rimas, noções de intensidade e pulsação.

Música para quê? 

Realizar esse tipo de trabalho ajuda a melhorar a sensibilidade das crianças, a capacidade de concentração e a memória, trazendo benefícios ao processo de alfabetização e ao raciocínio matemático. “A música estimula áreas do cérebro não desenvolvidas por outras linguagens, como a escrita e a oral. É como se potencializássemos o cérebro”. Essas áreas se interligam e se influenciam. Sem música, a chance é desperdiçada. Quanto mais cedo incluirmos experiências e vivências com música, melhor. Essa linguagem faz parte da nossa rotina: músicas para entrar na roda, para lavar as mãos, para guardar os brinquedos acompanham a vida escolar das crianças na Educação Infantil.

Trechos de músicas da rotina do Infantil:

Guarda, guarda, bem direitinho se guardar direito fica tudo arrumadinho…

Lava uma mão depois lava a outra mão…

Boa tarde, boa tarde, que bom que você veio gosto muito de você …

Em todas as atividades, independente da área do conhecimento, planejamos atividades que incluam a linguagem musical. A música está presente na sala de aula, nos eventos, nos projetos investigativos das turmas em festas marcantes, em toda a escola. Repertório e motivos para cantar e dançar não podem faltar!

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Especial para Escolas: Instituições bilíngues têm diversas propostas

1477681965087É comum dividir as escolas entre humanas, tecnológicas e focadas no vestibular, entre outras categorias. Apesar de bilíngue ser tratada como uma delas, as escolas que ensinam em mais de um idioma podem ter propostas pedagógicas bastante diferentes entre si.

Se o bilinguismo une as instituições em uma mesma categoria, mesmo nesse quesito elas podem ser bem diferentes. “Escolas bilíngues de qualidade não ensinam as línguas, mas ensinam pelas línguas. A segunda língua é tão importante quanto a primeira e tem os mesmos valor e espaço na escola. Ela é usada como ferramenta de comunicação nas aulas”, explica a pedagoga Selma Moura, mestre em Educação pela Universidade de São Paulo (USP) e editora do blog Educação Bilíngue no Brasil (educacaobilingue.com).

Enquanto alguns colégios oferecem metade das disciplinas em cada língua, como o Stance Dual, outros usam o idioma estrangeiro para complementar o conteúdo, como o Play Pen – Escola Cidade Jardim.

“Conseguimos integrar os currículos. O aluno recebe a informação em uma língua e continua na outra, sem que o conteúdo apareça duas vezes. Os professores trabalham o planejamento e sabem que parte é de quem”, explica Matthias Meier, diretor-geral da PlayPen.

No colégio be. Living, não é muito diferente. Nas aulas em inglês, os estudantes recebem um complemento da matéria – sem repetir, mas também sem trabalhar assuntos completamente dispersos.

Para garantir uma convivência real com a língua estrangeira, os colégios mantêm nativos nas equipes pedagógicas.

“Temos professores de várias partes do mundo, para que os alunos não sejam apresentados a um sotaque só”, explica Ari Rahmilevitz, diretor administrativo da Stance Dual. A pedagoga Selma Moura ressalta que isso é bastante positivo. “A diversidade – linguística, cultural, social, étnica – é muito bem-vinda para construir igualdade nas escolas.”

Enquanto a be. Living, a PlayPen e a Stance Dual trabalham o bilinguismo português-inglês, o Colégio Humboldt leva o alemão para dentro da sala de aula. Lá, as turmas até o 4.º ano do ensino fundamental têm duas professoras. Uma fala português e a outra complementa o conteúdo em alemão. Depois disso, os alunos podem escolher o currículo em uma das línguas.

“Claro que a imersão total na língua estrangeira é boa para aprender a falar alemão ou inglês, por exemplo. Mas talvez para o desenvolvimento global da criança ela não seja tão boa assim”, afirma a coordenadora do Humboldt, Mariane Bischof.

Ela explica que a ideia é garantir que os alunos entendam a matéria. Se isso for feito mais facilmente em português, será em português; se for em alemão, a professora vai explicar em alemão.

Já na be. Living, na Stance Dual, na PlayPen e também nas escolas do grupo canadense Maple Bear, o inglês é o único idioma da educação infantil. “Não estamos aqui para ensinar a língua na aula. Nós usamos o inglês como instrumento. O professor não vai obrigar que o aluno fale, mas dá o retorno sempre em inglês para dar o modelo”, explica Patrícia Pavan, diretora pedagógica da be. Living. A alfabetização é feita primeiramente em português em todas as escolas citadas, o que é essencial para crianças que começaram a aprender a segunda língua a partir dos cinco anos, afirma Selma Moura.

Com estilo próprio. Mas o ensino nas escolas precisa ir muito além dos idiomas. Cada instituição tem seu método, assim como ocorre nos colégios em geral. Na PlayPen, por exemplo, é usado o International Primary Curriculum, que prevê o ensino dos conteúdos a partir de grandes temas e propõe objetivos específicos em cada matéria. “O programa internacional forma o estudante de uma maneira mais crítica em relação ao que acontece ao seu redor, para que ele seja, de fato, um cidadão do mundo”, defende Meier, da PlayPen.

A Maple Bear, por sua vez, trabalha nos moldes canadenses.

“O Canadá vai muito bem no Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa). Só perde para algumas chamadas cidades-Estado, como a Coreia, onde os alunos passam mais tempo na escola”, explica Don Farrow, diretor acadêmico. Ele defende que o currículo das crianças deve priorizar o aprendizado pela descoberta.

“A escola deve dar as ferramentas para aprender. Para nós, não vale a pena roubar a infância para conseguir 40 pontos a mais em uma prova. O equilíbrio é mais importante.”

Na Stance Dual, o currículo é brasileiro. Entre as disciplinas ministradas em inglês estão Música, Natação, Informática e Teatro, além das matérias comuns do currículo. Alguns dos diferenciais para complementar a formação, segundo Rahmilevitz, são as aulas de robótica e as viagens que a escola oferece para imersão. Já no 3.º ano do ensino fundamental, quando as crianças começam a aprender espanhol como terceira língua, há a possibilidade de passar duas semanas na Argentina. No início do 9.º ano, a escola oferece um programa de dois meses no Canadá, morando na casa de uma família local.

A be. Living tem currículo brasileiro e metodologia que trabalha a partir de grandes temas, aprendidos em português e aprofundados em inglês.

“Muitos pais procuram o ensino bilíngue para os filhos pensando no mercado de trabalho. Nós olhamos para o bilinguismo agora, para o que é importante para a criança neste momento. O inglês pode ampliar, por exemplo, as possibilidades de uma pesquisa”, afirma Patrícia.

Filosofia da escola. Além do aprendizado curricular e da língua, os pais esperam que certos valores sejam ensinados para as crianças. Foi o que Ilci Aulicino encontrou na be. Living para a filha Júlia.

“Na hora de escolher, temos de pensar em que cidadão a escola quer formar”, diz. “Visitei outras, mas lá encontrei valores éticos e morais da maneira como eu queria criar a minha filha: solidariedade, compaixão, consumo consciente, valorização da singularidade e outros.”

A Stance Dual, por exemplo, trabalha sustentabilidade, voluntariado e tecnologia em diversos projetos. Em um deles, os alunos têm contato com a subprefeitura para a remodelação de uma praça. “A proposta da escola é formar cidadãos críticos e ativos, que possam agir criticamente nas questões sociais, culturais e ambientais da sociedade contemporânea”, afirma Rahmilevitz. Questões como coleta seletiva, uso responsável da água e desmatamento também fazem parte dos projetos dos estudantes. “É uma escola completa. Não prepara só para o vestibular, mas transforma as crianças em cidadãos do mundo, em pessoas que sabem se posicionar”, afirma Ruth Roysen, mãe de dois alunos da escola.

Priscila de Pádua Palácios tem dois filhos matriculados na PlayPen. O mais velho chegou a estudar em outra escola bilíngue, mas ela não considera que havia imersão total no inglês. Na PlayPen, encontrou o que buscava, além de um bom relacionamento com a direção. “Eles abrem espaço para a brincadeira, para as crianças se sujarem mesmo. Também tem leitura e uma área para as crianças ficarem sozinhas, o que é importante.”

Já na Humboldt, o foco é no encontro entre as culturas e os alunos, como explica a coordenadora. Carolina Sellmer tem duas filhas na escola e confirma. “Uma das coisas que eu mais gosto é que não há preocupação só com a língua, mas também com a imersão em outra cultura. Isso agrega muito, porque você percebe outras formas de viver e ganha com isso.

Via Estadão Educação

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Coordenador pedagógico: o que fazer e o que não fazer

gestor_homeVeja quais atribuições o coordenador pedagógico precisa encarar como prioridade e quais ele não deve

O que fazer?

Garantir a realização semanal do horário de trabalho pedagógico coletivo 
78% afirmam reunir-se periodicamente com todos os professores, porém só isso não basta. É preciso ter tempo para planejar e tornar mais produtivos esses momentos.

Organizar encontros de docentes por área e por série
Só 27% declaram reunir os professores por disciplina, para tratar de conteúdos específicos, e 31% por ano, para conversar sobre as turmas.

Dar atendimento individual aos professores
Apenas 19% discutem com cada docente da equipe e sugerem novas estratégias de ensino, após observar as práticas pedagógicas em sala de aula.

Fornecer base teórica para nortear a reflexão sobre as práticas
Não mais de 31% apontam o preparo dos docentes como um dos principais problemas da coordenação pedagógica.

Conhecer o desempenho da escola em avaliações externas
47% dos entrevistados citaram um número que está fora da escala do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), embora a maioria afirme saber o resultado da escola. Mais do que ter o número, é essencial usá-lo para guiar o planejamento em equipe.

O que não fazer?

Conferir se as classes estão organizadas e limpas antes das aulas
55% dos coordenadores realizam essa tarefa e 90% a avaliam como adequada à sua função, que pode ser delegada a um funcionário de serviços gerais.

Fiscalizar a entrada e a saída de alunos
72% dos entrevistados têm essa atividade na rotina e 91% a consideram apropriada, mas o controle deve ser responsabilidade de um funcionário treinado para a função.

Visitar empresas do entorno para fechar parcerias
54% gostariam de ter mais tempo para isso, mas o papel de relações-públicas é do diretor.

Substituir professores que faltam
19% dos entrevistados fazem isso uma ou algumas vezes por semana. Sua função, porém, é ajudar a direção a montar, com os docentes, um banco de atividades e uma lista de substitutos para resolver esse tipo de emergência.

Cuidar de questões administrativas, financeiras e burocracias em geral
22% acreditam que isso é seu papel, embora os especialistas garantam que a parceria com o diretor deve se restringir aos assuntos pedagógicos.

 

Via GestãoEscolar
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Documentos úteis para o gestor escolar

documentos-gePara aprimorar os processos administrativos da gestão escolar, é essencial o bom uso de impressos como planilhas, formulários e ofícios de obras que ajudam a organizar as informações

Documentos de uso interno da escola

1. Descrição do projeto  Depois da reunião com o conselho escolar, materialize as decisões em um documento como este, que pode servir também para solicitar os recursos necessários para a secretaria de Educação ou para iniciar um processo de uso de recursos próprios.

2. Relação dos pagamentos individualizados por contrato  Na montagem do processo, mantenha um registro detalhado de cada etapa de pagamento por programa ou projeto executado.

3. Ficha de acompanhamento da movimentação bancária  Para acompanhar a movimentação bancária, vale a pena fazer uma ficha de acompanhamento, que servirá também para a prestação de contas.

4. Orçamento de serviços (roteiro)  Explicação de como levantar orçamentos para a contratação de uma empresa prestadora de serviços.

5. Prontuário ou pasta individual do aluno  Lista dos documentos que devem integrar o prontuário de cada aluno, de acordo com a faixa etária que a escola abrange. As pastas devem ser montadas sempre no início do ano letivo.

Processo de prestação de contas

1. Plano de trabalho  O documento detalha de maneira minuciosa o andamento de um mesmo projeto e mostra como os recursos foram empregados em cada fase.

2. Relatório de execução físico-financeira  Este formulário deve ser preenchido pela Unidade Executora de acordo com os dados contidos no Plano de Trabalho. O registro serve para detalhar os valores aplicados dentro de um período de tempo. Serve também para avaliação do órgão financiador quanto aos objetivos atingidos e maneira como os recursos foram aplicados.

3. Execução da receita e da despesa  A declaração é o registro dos valores recebidos para aplicação no projeto (as receitas) – que inclui os rendimentos de aplicações financeiras – e das despesas realizadas na sua execução.

4. Relação de bens (adquiridos, produzidos ou construídos com recursos recebidos)  Resultado da aplicação de recursos públicos, equipamentos e material permanente – ou seja, os bens móveis adquiridos ou produzidos e os bens imóveis construídos – devem ser declarados e estar em conformidade com o Plano de Trabalho aprovado.

5. Instruções e recomendações sobre aplicação de DMPP  Orientações sobre como montar o processo de prestação de contas de Despesa Miúda de Pronto Pagamento (DMPP) – trata-se de uma verba oriunda da arrecadação de ICMS, destinada à compra de produtos usados no dia-a-dia da escola, como cola, papel sulfite e desinfetante, sem o objetivo de fazer estoque.

6. Balancete de prestação de contas  Serve para documentar as despesas da escola. Deve ser preenchido com os números das notas fiscais, as empresas fornecedoras e os valores pagos, sempre que a instituição receber verba para DMPP. Os demais códigos estão na nota de empenho (documento que contém os dados sobre a verba depositada, enviado pela diretoria de ensino).

7. Pesquisa prévia para aquisição de DMPP e materiais de consumo  Para cada produto que deseja adquirir, a escola deve fazer uma pesquisa prévia de preços. Os valores levantados são explicitados nesse documento, junto com o da nota fiscal da compra. No campo “unidade”, o diretor informa se o item se trata de pacote, unidade, caixa etc. Especificação, quantidade e preço dispensam explicação.

8. Demonstrativo da execução da receita e da despesa e relação de pagamentos efetuados  Tem o objetivo de demonstrar os pagamentos feitos pela Associação de Pais e Mestres. O diretor executivo da APM deve listar as notas fiscais dos produtos adquiridos com a verba do Programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE), recebida anualmente, e os valores gastos. Nesse caso, também é necessário realizar pesquisa de preços.

9. Termo de doação  Tudo o que se compra com verba federal destinada a APM deve ser doado à Secretaria de Educação Estadual, passando a integrar o patrimônio público (a escola não é dona dos objetos que abriga). Ao preencher esse termo, a máquina fotográfica e os pufes da sala de leitura, por exemplo, ganham uma chapinha com um número, que constará no inventário da instituição.

10. Relatório de prestação de contas – Programa Escola da Família  Trata-se de mais uma planilha de prestação de contas, só que destinada às instituições que integram o Programa Escola da Família e que recebem verba da Fundação para o Desenvolvimento da Educação (FDE). O projeto, porém, foi encerrado na maioria das UEs.

11. Relatório de prestação de contas – manutenção preventiva  A cada três meses, a Associação de Pais e Mestres recebe uma verba da Fundação para o Desenvolvimento da Educação (FDE), destinada à manutenção do prédio. Essa verba pode ser usada para trocar vidros, desentupir banheiros, consertar muros etc.. Na planilha, o diretor executivo da APM deve listar as notas fiscais de todos os materiais ou serviços adquiridos. Em “conciliação bancária”, entram os valores gastos, sem discriminação.

12. Conferência de documento fiscal e comunicação de incorreções  Serve para as notas fiscais emitidas com rasura. O diretor deve preencher o código correspondente à irregularidade, especificar a informação correta e voltar à empresa para pedir que o responsável carimbe e assine o documento.

Via GestãoEscolar
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Inspiração para o incentivo à leitura na escola

shutterstock_327214040Recentemente, escutei uma coordenadora pedagógica protestar sobre escolas de Educação Infantil em que livros e brinquedos ficam guardados em lugares altos para evitar que as crianças estraguem o acervo. Em algumas unidades do Ensino Fundamental a realidade é ainda pior: a ausência de livros e leitores marcam corredores e salas de aula. Como diz a educadora e pesquisadora espanhola Teresa Colomer, os estudantes precisam ser convidados a “andar entre livros”. Então, situações como essas precisam ser questionadas e transformadas.

Diante do protesto da coordenadora, lembrei imediatamente da grata experiência que tive quando recebi um pão quentinho em casa e, de brinde, apreciei um poema de Carlos Drummond de Andrade, publicado no saco de pão. O dono da padaria provavelmente não é educador. Mas, usando uma estratégia criativa, ele proporciona a leitura para seus clientes. Apesar de pagar um pouco mais pela estampa poética, o padeiro não cobra taxa extra, não seleciona os clientes entre os que sabem ler e os que não sabem. Simplesmente, oferece pão com poesia a todos. Lembro, ainda, de um grupo de voluntários de São Paulo que entregou livros às pessoas que pediam dinheiro nos semáforos da cidade e da ialorixá Mãe Stella de Oxóssi, da Academia de Letras do Brasil, que criou a biblioteca móvel Animoteca, aqui em Salvador.

Todas essas iniciativas partem de, pelo menos, dois pressupostos. O primeiro é o de que não se forma leitores sem livros. O segundo de que é possível apostar no caminho da sedução do leitor. Em Como um Romance (Editora Rocco, 167 págs., (11) 3170-4033, 18,20 reais), o francês Daniel Pennac discute e defende o leitor como um sujeito de direitos e de desejos e oferece pistas para novas tramas pedagógicas.

Será que a escola não poderia, também, oferecer a leitura em momentos assim, nos tomando de surpresa e enchendo de prazer? Os espaços de Educação formal, em muitos momentos, se distanciam do aprendizado das práticas sociais de leitura e escrita. No cenário contemporâneo brasileiro, formar leitores e escritores ainda é uma promessa – acontece de forma parcial, desigual e, por vezes, precária.

Poucas trajetórias leitoras se consolidam sozinhas. Claro que há casos singulares como o da escritora brasileira Carolina Maria de Jesus (1914-1977), que se tornou leitora com materiais encontrados no lixo e tornou-se uma autora premiadíssima com Quarto de Despejo. Mas, em geral, muitos estudantes precisariam ter o encontro com os livros mediado pela escola.

Inspirados por Daniel Pennac, podemos pensar em atividades como as bancas de leitura nas feiras livres realizadas pelos estudantes e professores, as tendas de contos africanos nas praças, a hora da leitura na rádio local, os saraus com a participação das avós, a publicação de catálogos de resenhas literárias, e as rodas de leitura na sala de aula.

Fonte: Neurilene Martins, NovaEscola

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Tem um estagiário de Pedagogia ou Licenciatura em minha sala de aula. E agora?

blog-questao-de-ensino-estagio-docenteA cada semestre letivo, as escolas de Educação Básica recebem estagiários de Pedagogia e dos cursos de Licenciatura. Grande parte da expectativa desses estudantes está no encontro com o professor, a classe e na possibilidade de conhecer a rotina escolar.

É durante esse período que muitos dos futuros professores terão a primeira oportunidade prática de realizar procedimentos de diagnóstico, atividades de observação e docência assistida. Os grandes objetivos do estágio são poder observar e refletir sobre os conhecimentos profissionais em ação e colaborar, com assistência, com o trabalho pedagógico. Assim, esta atividade curricular obrigatória na graduação transforma a escola em um espaço privilegiado da formação inicial e os professores como formadores dos novos docentes.

Como professora de Estágio na Universidade, identifico que essa tarefa de professor-formador nem sempre está clara para os regentes e alguns equívocos são identificados nessa relação. Um exemplo disso são os profissionais que se recusam a receber os estagiários em suas classes ou aqueles que os consideram substitutos temporários e abandonam os graduandos, sem assisti-los devidamente.

Mas como o regente da turma pode receber um estagiário em sua classe e colaborar de fato para sua formação? Compartilho algumas sugestões que considero importantes para refletir sobre esse papel:

– A Lei nº 11.788, de 25 de setembro de 2008, regulamenta o estágio e define a natureza das atividades a serem realizadas pelos estudantes. Ela deve ser conhecida e seguida por todos os profissionais envolvidos;

– Prepare-se para esse processo. Estude, por exemplo, sobre a ideia de ateliê de formação, como é proposto na segunda parte do livro Educando o Profissional Reflexivo: Um Novo Design para o Ensino e a Aprendizagem, de Donald Schon. O autor oferece pistas para a construção dessa relação de formação envolvendo um profissional com expertise e um aprendiz;

– Realizar o estágio é um direito do estudante que deve ser acolhido pela comunidade escolar e incluído nos rituais pedagógicos, por meio de parcerias formalmente estabelecidas com as faculdades de Licenciatura e Pedagogia;

– No primeiro dia, apresente o estagiário para a turma e explique, de modo simples e objetivo, por que ele está ali, quanto tempo ficará e o que fará. Isso ajuda que os alunos se sintam seguros com a presença desse visitante;

– O estagiário não deve substituir o professor em nenhuma circunstância. Ele deverá atuar sempre sob a supervisão do regente em sala;

– Ocupe o lugar de profissional experiente e que serve de inspiração para o aprendiz. Algumas estratégias são bem valorizadas pelos estudantes em seus relatórios de estágio, como compartilhar com documentos pedagógicos relevantes como projetos em andamento na sala de aula, planos de aula, diagnósticos das crianças, registros e acompanhamento dos estudantes. Outra atividade que se destaca é dar orientação de leitura e reservar um tempo para dialogar com o futuro professor sobre as percepções que ele tem dessa prática pedagógica, questionamentos e possíveis contribuições e instigue o estudante a realizar reflexões sobre a prática educativa e registrá-las;

– Para muitos que ainda estão em formação, a experiência de dar aulas é uma tarefa complexa. Por isso, nas atividades de docência assistida, conheça e contribua com a programação das aulas e apoie o estagiário na superação de desafios;

– Além do dia a dia da sala de aula, incentive que o estagiário participe de reuniões de planejamento, de reuniões de pais e de atividades que possam ampliar a visão dele sobre as práticas institucionais, seus avanços e desafios;

– Ocupe com mais conforto esse lugar de professor-formador com a leitura do livro Professores Imagens do Futuro Presente, de Antonio Nóvoa. O segundo capítulo, intitulado Para uma formação de professores construída dentro da profissão, nos permite refletir que é preciso trazer a formação docente para dentro da profissão de modo que educadores da Educação Básica formem colaborativamente com as universidades os futuros professores;

– Não tenha medo de se expor. Converse sobre os desafios da profissão com o estagiário. Assim, este também poderá ser um processo formativo para você.

Tem mais dicas sobre esse tema ou outras dúvidas sobre sala de aula? Compartilhe nos comentários, abaixo! Sua dúvida pode ser respondida aqui no blog Questão de Ensino.

Fonte: NovaEscola

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