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Archives for novembro 2016

Correios anunciam fim do e-Sedex; frete de lojas virtuais deve encarecer

 

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Os Correios informaram no início desta semana que vão descontinuar o e-Sedex. A mudança impacta diretamente pequenos e médios e-commerces de todo país, que não poderão mais contar com esse serviço para a entrega dos produtos da sua loja a partir de 1º de janeiro de 2017.

A estatal informou que não haverá renegociação ou formalização de contratos com o serviço e-Sedex, independentemente do estágio de negociação, e todos os processos que atualmente estão em análise serão devolvidos. Os contratos comerciais que contêm e-Sedex devem ser ajustados com a exclusão do serviço até o dia 31 de dezembro de 2016.

Além disso, a partir de 1º de janeiro de 2017 não serão mais aceitas postagens de encomendas por meio desse serviço, mesmo as que tiverem incluídas anteriormente em Pré-Lista de Postagem (PLP). Segundo os Correios, todos os clientes que tenham no contrato o serviço e-Sedex serão comunicados via carta até 30 de novembro.

Confira abaixo o comunicado na íntegra:

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O que é e-Sedex

E-Sedex é o serviço de encomenda expressa dos Correios para produtos adquiridos por meio do comércio eletrônico, ou seja, somente e-commerces que têm contrato com a estatal podem utilizá-lo.

Com o fim desse serviço, o pequeno e médio empreendedor deixa de contar com essa modalidade de envio, mas, ainda assim, encontra alternativas no mercado que oferecem uma gama de opções de frete de acordo com o que o deseja priorizar: melhor preço ou entrega rápida.

Alternativas econômicas para o e-Sedex

Mandaê, empresa de logística para e-commerce, mantém um sistema com tecnologia de ponta que possibilita ao PME enviar seus produtos utilizando transportadoras privadas ou até mesmo os Correios sem contratos e burocracia, o que garante economia, segurança e mais opções de prazo de entrega.

Após a encomenda ser retirada por um colaborador da empresa e empacotada gratuitamente por uma equipe especializada em embalagens, a Mandaê envia o produto com a transportadora que oferecer o melhor nível de serviço para atender o prazo do cliente. Além disso, o empreendedor conta com um plano de descontos progressivos, ou seja, quanto mais produtos envia, mais descontos ganha.

 

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Via Mandae

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Fechamento mensal: entenda o processo do financeiro ao contábil

fechamento_mensal_514718550Garantir a saúde financeira de um negócio exige um trabalho minucioso e em conjunto do departamento financeiro com o contador. As atividades exercidas por ambos são direcionadas para o controle de todo o capital monetário de uma empresa, garantindo que a origem e o destino dos recursos sejam conhecidos com precisão. Nesse sentido, uma ação de extrema importantância, inclusive para micro e pequenas empresas (MPEs), é o fechamento mensal. Realizado no início de cada mês com informações sobre o anterior, ele permite a elaboração de uma estratégia eficaz para o crescimento corporativo.

Black Friday ContaAzul: Até 50% de desconto, apenas para os primeiros 12 meses para novas contas

De forma simplificada, o setor financeiro funciona como um filtro para o escritório de contabilidade. É ele que reúne os documentos, como notas fiscais, comprovantes de pagamento e recebimento, por exemplo. Aos contadores cabe, então, analisar os dados, conferindo se estão corretos, e lançar o resultado final no fechamento para, em seguida, retornar ao financeiro. Apenas com a análise do fechamento mensal é que são feitas (ou refeitas) as projeções para os meses seguintes e que as informações são apresentadas para a diretoria realizar ou adaptar o planejamento estratégico.

O objetivo é, portanto, identificar e discriminar todas as operações de forma correta, de modo que cada uma delas seja examinada e computada no Balanço Patrimonial, na DRE (Demonstração de Resultados do Exercício) ou mesmo nos dois, dependendo do lançamento a ser feito. É por isso que, quando há alguma divergência ou erro, os contadores interrompem todas as atividades para conferir com o financeiro o que aconteceu e só então finalizar o processo. É o que chamamos de conciliação contábil.

Com essas considerações, não é difícil perceber a importância do trabalho em conjunto entre o financeiro e o contador, concorda? Afinal, um complementa a atividade do outro, garantindo o bom funcionamento do negócio.

O processo para o fechamento mensal

Não é à toa que o contador é considerado um profissional de extrema importância no dia a dia de um empreendimento. Afinal, é ele o responsável pela entrega de obrigações, cálculo de impostos e a geração dos livros obrigatórios. Mas para isso, devem receber todos os documentos que tiveram ou terão algum impacto financeiro ou patrimonial, como por exemplo, gastos e receitas, contratos futuros, notas fiscais ou extratos bancários.

Eles são divididos em categorias, considerando a área com a qual estão relacionados. Portanto, podem ser trabalhistas, fiscais, contábeis ou do controle de estoque. Para facilitar sua compreensão, listamos todos a seguir.

Movimentação trabalhista

Esses documentos têm como base a relação de trabalho — assalariado ou não — com a empresa. Desta forma, dão suporte ao processamento da folha e são escriturados na contabilidade. Além disso, podem ser utilizados para a análise das obrigações acessórias. São eles:

  • Guia de impostos ou contribuições: INSS, FGTS, contribuição sindical e outras contribuições;
  • Movimentos e recibos: relacionados aos serviços contratados de autônomos e cooperados;
  • Recibos de pagamento: salários, pró-labore, férias, vale-transporte e atestados médicos de funcionários.

Movimentação fiscal

Esta é uma das categorias mais importantes, pois qualquer pendência pode causar grandes problemas com o governo. Por isso, é preciso atentar-se para os seguintes documentos:

  • Notas fiscais: é preciso guardar e entregar ao contador todas as notas fiscais, sem exceção. Isso inclui as de entrada e de saída de produtos, de prestação e contratação de serviços, de conhecimento de transporte e de compra de bens;
  • Notas fiscais de concessionárias: referem-se a serviços, como os de telefonia e energia elétrica;
  • Arquivos eletrônicos: são os documentos emitidos em formato digital. Alguns exemplos são: redução Z, arquivos do Sped Fiscal e notas fiscais em formato XML;
  • Comprovantes de pagamento dos impostos: é o caso do DAS (Documento de Arrecadação do Simples Nacional), do DARF (Documento de Arrecadação de Receitas Federais), da GARE (Guia de Arrecadação Estadual) e da GNRE (Guia Nacional de Recolhimento de Tributos Estaduais).

Movimentação contábil

Os documentos que não estão ligados às áreas trabalhista e fiscal são incluídos na movimentação contábil. São eles que permitem o controle de caixa, tais como:

  • Extratosbancários, de aplicações, cartões de crédito, empréstimos e descontos de duplicatas;
  • Arquivos eletrônicos: como extratos em formato OFX e controle de caixa;
  • Recibos e contratos: de locação, de honorários, despesas diversas e contratos a pagar;
  • Comprovantes diversos: de despesas e de receitas.

Controle de estoque

Por fim, é preciso ter o controle do estoque e manter o Livro Inventário atualizado — a manutenção dele, inclusive, é uma obrigação legal. Essas informações influenciam diretamente nos demonstrativos financeiros e são essenciais na apuração do custo de mercadoria vendida, ou seja, da despesa relacionada à venda de produtos ou transferência de serviços.

O benefício da automatização

Todo empreendedor sabe que tempo vale ouro, portanto, a adoção de tecnologias que tornem os processos internos mais rápidos sem comprometer a qualidade tornou-se fundamental. É nesse sentido que os sistemas de ERP (Planejamento dos Recursos da Empresa ou Enterprise Resource Planning, em inglês) ganharam um importante espaço na rotina corporativa, aumentando a produtividade e gerando valor para os clientes.

Além de automatizar, eles auxiliam no desenvolvimento do fluxo de trabalho, integrando todos os dados gerados pelos diversos setores. E adivinha o resultado disso? O tempo para o fechamento mensal é otimizado. O ERP também é uma importante ferramenta de suporte à gestão, auxiliando a tomada de decisões com maior segurança e confiabilidade. Assim, os resultados são maximizados e os recursos, melhores aproveitados.

O ContaAzul é um exemplo de sistema de ERP que possibilita o controle de processos e finanças. Por ser online, é possível acessá-lo a qualquer hora e em qualquer lugar, de modo que você pode acompanhar melhor as atividades do seu negócio. Ficou interessado? Então aproveite e experimente gratuitamente nosso software! E não se esqueça de entrar em contato caso ainda tenha sobrado alguma dúvida em relação ao fechamento mensal.

Via Blog ContaAzul

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Procon promove renegociação de dívidas online

noticiafoto-3f72a98dbd66fa712745225798606a27O Procon de Caçador e a Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) realizam de 16 a 30 de maio um mutirão online para renegociação de dívidas, como forma de celebrar a 3ª Semana Nacional de Educação Financeira, sendo uma ação conjunta entre Procon, Senacon, Branco Central do Brasil, Sebrae, Febraban e Serasa, permitindo ao consumidor e ao Micro Empreendedor Individual (MEI) solicitar a renegociação de suas dívidas com instituições financeiras sem sair de casa, por meio da plataforma www.consumidor.gov.br.

Para participar, o Consumidor ou MEI deve acessar a plataforma e fazer o registro para receber um login e senha. A partir disso, basta selecionar uma instituição financeira cadastrada e formalizar a solicitação de renegociação de débitos. Após finalizar o registro, o fornecedor tem o prazo de até 10 dias para apresentar uma resposta.

De acordo com o diretor do Procon de Caçador, Carlos Alberto Pegoraro, além de representar um esforço conjunto dos setores público e privado para oferecer melhores oportunidades de renegociação, a iniciativa tem como um dos seus principais objetivos sensibilizar os consumidores e fornecedores sobre a importância da educação financeira na prevenção do superendividamento e na estruturação de uma vida financeira saudável.

Para o prefeito Beto Comazzetto, está iniciativa trará soluções imediatas aos consumidores e micro empresários de Caçador, no que se refere a renegociações de dividas, aumentando a possibilidade de excluir seu nome do SPC e Serasa, dando novas oportunidades para continuar com seus empreendimentos no município.

Assim, durante o período da ação, os consumidores e MEIs que buscarem a renegociação por meio da plataforma receberão indicações de materiais educativos e cursos de educação financeira. Uma das opções de destaque é o curso “Gestão de Finanças Pessoais”, ofertado gratuitamente pelo Departamento de Educação Financeira do Banco Central do Brasil.

Micro e Pequenas Empresas terão outros canais de atendimento

Ainda na 3ª Semana Nacional de Educação Financeira, o Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (SEBRAE) e a Serasa também oferecem um serviço de renegociação de dívidas pela internet às micro e pequenas empresas. Para participar da ação, o empresário deve acessar o Limpa Nome Online Empresas (www.limpanomeempresas.com.br) e efetuar o cadastro. Ao se cadastrar, o empresário terá acesso aos débitos de seu CNPJ e poderá negociá-los diretamente com as empresas participantes, que podem ser visualizadas no menu lateral na mesma página.

Ao escolher e clicar no nome da empresa serão apresentadas as pendências e os canais de atendimento disponíveis (telefones, e-mail, chat) para renegociar. As micros e pequenas empresas que buscarem a renegociação durante o período da ação conjunta também vão receber informações sobre a gestão de finanças e indicação de cursos de educação financeira.

Antes de fazer uma renegociação, é importante se preparar. Para ajudar a classe empresarial, a Serasa disponibiliza gratuitamente o e-book “Como se preparar para a negociação de dívidas“, com uma série de dicas.

EMPRESAS PARTICIPANTES

Banco do Brasil
CREFISA
BMG
Bradesco
BV
Caixa Econômica Federal
Itaú Unibanco
Banco Intermedium
Banco Pan (Panamericano)
Santander
Tribanco

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Débitos apurados na forma do Simples Nacional poderão ser parcelados

simples-dte-snAs microempresas (ME) e empresas de pequeno porte (EPP) optantes do regime Simples Nacional poderão parcelar seus débitos em até 120 meses, desde que vencidos até a competência de maio de 2016 e cujas prestações mensais não sejam inferiores a R$ 300,00. Isso é o que dispõe o art. 9º da Lei Complementar de nº 155, publicada no DOU em 28 outubro, responsável por promover uma série de alterações na Lei Complementar nº 123/2006.

O parcelamento recairá sobre créditos constituídos, ou não, com ou sem a exigibilidade suspensa, parcelados, ou não, e inscritos ou não em dívida ativa do respectivo ente federativo, ainda que com execução fiscal já ajuizada. Também poderão ser incluídos pelo sujeito passivo aqueles já parcelados em razão de recolhimento em atraso, conforme parágrafos 15 a 21 do art. 21 da LC 123/2006.

Dentre as diretrizes estabelecidas, destaque-se que não será necessária a apresentação de garantia quando da formalização do pedido. Nos termos da LC 155 a única exigência para a efetivação do parcelamento é a regularidade de todas as prestações devidas desde o mês da adesão até o mês anterior ao da conclusão da consolidação dos débitos parcelados.

Importante frisar, igualmente, que o pedido de parcelamento implicará na desistência compulsória e definitiva do parcelamento anterior, sem a possibilidade de reestabelecer aqueles rescindidos, caso não seja efetuado o pagamento da primeira parcela.

Ademais, o valor de cada prestação mensal será acrescido de juros equivalentes à taxa SELIC para títulos federais, acumulada mensalmente, calculados a partir do mês subsequente ao da consolidação até o mês anterior ao do pagamento, e de 1% relativamente ao mês em que o pagamento estiver sendo efetuado.

Os interessados deverão observar que o prazo para adesão será de 90 dias contados a partir da regulamentação das disposições pelo Comitê Gestor do Simples Nacional (CGSN), que poderá prorroga-lo ou reabri-lo por igual período. A consolidação da dívida objeto do parcelamento ocorrerá na data do requerimento e pelo número de prestações indicadas pelo sujeito passivo.

E, na última segunda-feira, dia 14, a Secretaria da Receita Federal do Brasil divulgou a Instrução Normativa nº 1670, que trata dos procedimentos preliminares relativos a esse parcelamento. Essa regulamentação destina-se aos contribuintes com Atos Declaratórios Executivos de exclusão do SIMPLES Nacional emitidos em setembro de 2016, por terem débitos com a Fazenda Pública Federal, com exigibilidade não suspensa. De acordo com essas normas, os contribuintes que tenham débitos do Simples Nacional até a competência do mês de maio de 2016 poderão manifestar previamente sua opção por esse parcelamento, durante o período de 14 de novembro a 11 de dezembro, por meio de um formulário eletrônico, disponível na página da RFB (www.receita.fazenda.gov.br), denominado de “Opção Prévia ao Parcelamento da LC 155/2016”. Cabe registrar que o único efeito de tal opção prévia é o de atendimento à regularização solicitada nas notificações constantes dos Atos Declaratórios Executivos de exclusão, sendo que ela não dispensa a opção definitiva, com consolidação dos débitos e pagamento da primeira parcela, o que ainda pende de regulamentação futura.

Via Noticias Jurídicas

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E-commerce terá regime especial de tributação em SP

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A partir de agora, empresas de e-commerce atuantes em São Paulo passam a ter regime especial de tributação, o mesmo utilizado pelos grandes varejistas que detém centros de distribuição em território paulista.

Na última sexta-feira (4), o governador Geraldo Alckmin assinou o decreto 62.250/2016 oficializando a alteração.

“Assinamos esse decreto possibilitando que não haja acúmulo de crédito do ICMS, porque a própria empresa ‘ponto com’ será o polo da substituição tributária”, justificou Alckmin durante coletiva de imprensa.

De acordo com o governo estadual, mesmo em uma operação interestadual, os contribuintes eram obrigados a recolher o imposto por substituição tributária para, posteriormente, solicitar o ressarcimento do valor à Secretaria da Fazenda.

“Isso [mudança na tributação] é importante pois o setor é o campeão de empregos. Além disso, estamos facilitando o comercio eletrônico aqui em São Paulo e evitando que empresas saiam do Estado”, defendeu.

Com essa medida, as companhias que realizam operações interestaduais via comércio eletrônico poderão adquirir mercadorias sem a aplicação da substituição tributária e recolher o ICMS apenas quando derem a saída dos produtos, de acordo com o governo estadual.

Ainda segundo a nota do Palácio dos Bandeirantes, a iniciativa “irá desonerar o capital de giro das empresas que atuam com e-commerce e reduzir seu custo operacional.”

Para o advogado Daniel Berselli Marinho, autor do Blog das MPE, do ponto de vista das micro e pequenas empresas, vai beneficiar as as lojas de e-commerce.

“Muitos varejistas adquirem produtos dentro do estado de São Paulo com substituição tributária (ST) do ICMS, o que afeta o custo de aquisição desse bem”, explicou.

“Ao realizar a revenda desses produtos, acabam por sofrer novamente o impacto da ST, agora como substitutos tributários.”

De acordo com o especialista, a substituição tributária interna deixa de acontecer, o que pode proporcionar um efeito econômico positivo no custo do produto adquirido pelo varejista e também eliminar a hipótese de proceder ao “penoso ressarcimento do imposto”. “Ressalta-se que a ST não desaparece, a responsabilidade pelo seu recolhimento fica transferido ao varejista nas saídas subsequentes”, concluiu.

Confira a íntegra do decreto publicado no último sábado, que altera o decreto 57.608/2011:

Artigo 1º – Passam a vigorar, com a redação que se segue, os dispositivos adiante indicados do Decreto 57.608, de 12-12-2011:

I – o “caput” do artigo 1º:

“Artigo 1º – O contribuinte varejista cujas operações resultem em acumulação de valores a serem ressarcidos, decorrente da realização de saídas interestaduais de mercadorias recebidas com imposto retido antecipadamente por substituição tributária, bem como de outras situações previstas no artigo 269 do Regulamento do ICMS, aprovado pelo Decreto nº 45.490, de 30 de novembro de 2000, poderá requerer regime especial para que seu estabelecimento, localizado neste Estado, passe a ser o responsável pela retenção e pagamento do imposto incidente sobre as saídas subsequentes, desde que o estabelecimento detentor do regime especial:

I – atue como centro de distribuição; ou

II – realize operações de vendas destinadas a consumidor final, contribuinte ou não do imposto, por meio de internet,
serviços de telemarketing ou plataformas eletrônicas em geral.” (NR);

II – o artigo 6º:

“Artigo 6º – Fica vedado, ao estabelecimento detentor do regime especial a que se refere o artigo 1º, promover saída com destino a consumidor final, contribuinte ou não do imposto.

§ 1º – Na hipótese em que a operação interna de comercialização a consumidor final, contribuinte ou não do imposto, seja realizada por outro estabelecimento varejista do mesmo titular do estabelecimento detentor do regime especial, este fica autorizado a realizar a entrega da mercadoria ao adquirente (remessa física), por conta e ordem do estabelecimento vendedor.

§ 2º – Para realizar operações de comercialização a consumidor final, contribuinte ou não do imposto, não enquadradas no § 1º, o contribuinte detentor do regime especial deverá requerer inscrição específica no Cadastro de Contribuintes do ICMS, observando-se que:

1 – será dispensada a demonstração da segregação física dos estabelecimentos e de estoques;

2 – a remessa física da mercadoria ao consumidor final, contribuinte ou não do imposto, deverá ser realizada pelo estabelecimento detentor da inscrição estadual referida no “caput” deste parágrafo.

§ 3º – Será devido o imposto relativo à substituição tributária, pelo estabelecimento detentor do regime especial, nas hipóteses previstas nos §§ 1º e 2º, no momento da realização da operação de saída simbólica da mercadoria para o estabelecimento que realizou a operação interna de comercialização a consumidor final, contribuinte ou não do imposto.

§ 4º – Não será devido o imposto relativo à substituição tributária, pelo estabelecimento detentor do regime especial,
nas hipóteses previstas no § 2º, quando se tratar de operação interestadual de comercialização a consumidor final, contribuinte ou não do imposto.

§ 5º – Nos termos do § 3º do artigo 52 do Regulamento do ICMS, são também consideradas internas, para fins do disposto neste decreto, as operações com mercadorias entregues a consumidor final não contribuinte do imposto no território deste Estado, independentemente do seu domicílio ou da sua eventual inscrição no Cadastro de Contribuintes do ICMS de outra unidade federada.” (NR);

III – o inciso I do “caput” do artigo 13:

“I – poderá apresentar pedido de ressarcimento nos termos de disciplina estabelecida pela Secretaria da Fazenda;” (NR).

Artigo 2º – O título “Da entrada de mercadoria no centro de distribuição”, que antecede o artigo 2º do Decreto 57.608, de 12-12-2011, passa a vigorar com a seguinte redação:

“Da entrada de mercadoria no estabelecimento detentor do regime especial” (NR).

Artigo 3º – O título “Da saída de mercadoria do centro de distribuição”, que antecede o artigo 6º do Decreto 57.608, de 12-12-2011, passa a vigorar com a seguinte redação:

“Da saída de mercadoria do estabelecimento detentor do regime especial” (NR).

Artigo 4º – As alterações de que trata este decreto ficam automaticamente incorporadas aos regimes especiais relativos ao Decreto 57.608, de 12-12-2011, concedidos anteriormente à data da publicação deste decreto, devendo o detentor dos referidos regimes informar, à Secretaria da Fazenda – CAT/DEAT/Redes de Estabelecimentos, a data de início da efetiva adoção das disposições incorporadas.

Artigo 5º – Este decreto entra em vigor na data de sua publicação

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Custos fixos e variáveis: como planejá-los em uma pequena empresa?

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Saber o que são e, principalmente, quais são os custos fixos e variáveis é um dos primeiros passos para planejar o orçamento da sua empresa. Definir e classificar os gastos do seu negócio vai ajudar a organizar o fluxo de caixa, bem como as contas a pagar e a receber.

Além de organizar suas finanças, ter controle e administração dos custos fixos e variáveis da sua empresa permite reduzir despesas, adequando-as à sua realidade e, como consequência, aumentando seu lucro.

Aprenda aqui a diferença entre custos fixos e variáveis e como planejá-los em uma pequena empresa:

Entenda o que são custos fixos e variáveis

Primeiramente, é preciso entender o que são esses conceitos. Custos fixos são aqueles que não variam conforme suas vendas. Alguns exemplos são salário dos funcionários, aluguel do estabelecimento, internet, segurança, entre outros.

Já os custos variáveis são aqueles que, como o nome mesmo já diz, variam em função de alguma alteração (normalmente a produção). Como exemplos podemos mencionar os custos de produção de suas mercadorias, água e energia (caso estejam diretamente relacionados com seu produto), etc.

Faça um planejamento orçamentário

Agora que você já sabe qual é a diferença entre os custos fixos e variáveis, está apto a planejar o orçamento da sua empresa. Práticas como elaborar um fluxo de caixa vão permitir que você controle todas as finanças da sua empresa, sabendo exatamente o quanto você ganha e o quanto você gasta por mês.

Dessa maneira, você pode se planejar para fazer investimentos significativos em novos produtos e processos, buscando sempre um aumento no faturamento. Com o planejamento orçamentário você estará preparado para investir em sua empresa sem ser surpreendido pelos imprevistos, alcançando o sucesso esperado.

Fique atento às regulamentações fiscais e tributárias

Outro benefício de saber os custos fixos e variáveis da sua empresa é ter total ciência dos impostos que estão sendo pagos e quando isso acontece. Assim, é possível garantir que seu estabelecimento não sofra com multas.

Invista na sua empresa

Ao controlar todas as suas finanças, sabendo exatamente quais valores serão recebidos e o que deverá ser pago, é possível que você comece a economizar dinheiro para investir no seu próprio negócio.

Com planejamento é possível reduzir custos e, assim, economizar uma certa quantia. Com esse valor, você pode investir em novos produtos ou na ampliação da estrutura física da sua empresa, buscando sempre atender melhor o seu cliente e deixando-o cada vez mais satisfeito.

Conte com um software de gestão

Há mais um benefício em se utilizar a tecnologia na gestão das suas finanças: diminuir o trabalho operacional. Com isso, você tem mais tempo para focar na gestão da empresa como um todo, evitando erros comuns.

O programa fornece relatórios de acompanhamento da sua empresa, indicando onde você deve prestar mais atenção, monitorando e controlando o dia a dia da sua empresa. Dessa maneira é possível, por exemplo,gerenciar melhor seu estoque e manter os funcionários motivados.

Saber a diferença entre custos fixos e variáveis e planejá-los corretamente irá trazer inúmeros benefícios para seu negócio. Você estará a par de tudo o que acontece em sua empresa e se prevenirá da ocorrência de multas ou notificações, devido a atrasos em impostos e outras taxas contábeis.

E para que seu planejamento seja ainda mais eficiente, veja também como estabelecer indicadores de desempenho para medir o sucesso do seu negócio!

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GeraNFE.com é a alternativa gratuita ao emissor de NFe descontinuado da SEFAZ

gera-nfeFerramenta gratuita da ContaAzul atende pequenas empresas optantes pelo Simples e contadores que precisam de uma alternativa para emitir NFe gratuitamente

Em 31 de outubro próximo estará disponível o GeraNFE.com, que é uma alternativa gratuita para emitir nota fiscal eletrônica. É uma ferramenta importante para quem ainda conta com o emissor da secretaria da Fazenda (SEFAZ) do Estado, que é usado por pessoas de todo o país e será descontinuado em breve.

“Desde quando a decisão foi anunciada, a equipe da ContaAzul estuda a melhor solução gratuita para empreendedores e contadores que usam o emissor terem uma alternativa. Assim como fizemos com o GeraGNRE.com, a intenção é aumentar as chances de sucesso das pequenas empresas, pensando também em quem ainda não decidiu por contratar ContaAzul, uma vez que aqueles que usam nosso sistema já contam com uma série de facilidades e automações para a gestão, inclusive para o processo de emitir notas”, explica Vinícius Roveda, CEO da ContaAzul.

Roveda explica que o investimento feito pela empresa para disponibilizar ferramentas gratuitas para todos os empreendedores está alinhado com o propósito da ContaAzul de aumentar as chances de sucessos dos empreendedores brasileiros.

Para todos os que empreendedores e contadores que usam o sistema não ficarem desprovidos (de emitirem notas) a ContaAzul, líder nacional em sistema de gestão para pequenas empresas, lança a ferramenta gratuita GeraNFE.com, que serve como uma alternativa para gerar NFEs gratuitamente.

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Música estimula áreas do cérebro da criança que vão beneficiar o desenvolvimento de outras linguagens

Autoria: Karine Ramos

– Quem já viu um chocalho?
– Eeeeeeeeuuuuuu!!! 
– Mas não é o do bebê… 
– Aahhh… 
– É aquele que faz… Querem ver? (A professora oferece os chocalhos afoche de cabaça para as crianças) 
– Eu já vi, eu já vi um desse! 
– O barulho é diferente!

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O diálogo acima é um exemplo da condução das aulas que envolvem musicalização na Educação Infantil do Santa Maria. O objetivo é apresentar, além dos instrumentos musicais, noções de diferentes sons que eles produzem. A criançada se divertiu enquanto imaginava as danças indígenas  e o vai e vem das miçangas que compõem o chocalho de cabaça. Com isso aprenderam: “Cada instrumento, um som diferente”. Na sequência, as crianças ouviram mais histórias, sapatearam, cantaram e brincaram de ciranda, reunindo canto, ritmo e coordenação motora. Entre versos e rimas, noções de intensidade e pulsação.

Música para quê? 

Realizar esse tipo de trabalho ajuda a melhorar a sensibilidade das crianças, a capacidade de concentração e a memória, trazendo benefícios ao processo de alfabetização e ao raciocínio matemático. “A música estimula áreas do cérebro não desenvolvidas por outras linguagens, como a escrita e a oral. É como se potencializássemos o cérebro”. Essas áreas se interligam e se influenciam. Sem música, a chance é desperdiçada. Quanto mais cedo incluirmos experiências e vivências com música, melhor. Essa linguagem faz parte da nossa rotina: músicas para entrar na roda, para lavar as mãos, para guardar os brinquedos acompanham a vida escolar das crianças na Educação Infantil.

Trechos de músicas da rotina do Infantil:

Guarda, guarda, bem direitinho se guardar direito fica tudo arrumadinho…

Lava uma mão depois lava a outra mão…

Boa tarde, boa tarde, que bom que você veio gosto muito de você …

Em todas as atividades, independente da área do conhecimento, planejamos atividades que incluam a linguagem musical. A música está presente na sala de aula, nos eventos, nos projetos investigativos das turmas em festas marcantes, em toda a escola. Repertório e motivos para cantar e dançar não podem faltar!

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Provisão para o 13º salário e final de ano: quanto dinheiro falta?

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O final do ano se aproxima, as despesas aumentam, mas a sua empresa não se preparou: o que fazer? Veja neste artigo o que é preciso para fechar 2016 no azul e começar 2017 de forma mais organizada, aprendendo sobre provisão para o 13º salário e sua importância contábil.

Fluxo de caixa atualizado em tempo real, com o ContaAzul

Calculadora à mão para o final de ano

Quem tem seu próprio negócio sabe que o final do ano é um período de gastos extras. Além de ser uma época na qual tradicionalmente os colaboradores saem de férias, contratos se aproximam do término e há uma gratificação importante a quitar: estamos falando do 13º salário.

Se você não se preparou em 2016 para o pagamento desse benefício, tem um problema a resolver em curto prazo – o que, aliás, faz parte da rotina de metade dos empreendedores brasileiros.

Segundo apurou o Termômetro ContaAzul – 3ª edição, 51,21% dos pequenos empresários participantes do estudo não planejaram os recursos necessários para as despesas de final de ano ou não acreditam que conseguirão reuni-los a tempo. Já aqueles que responderam que já têm a reserva financeira suficiente para arcar com esse tipo de gasto somam apenas 22,31%.

Quem se encontra nessa situação não tem tempo a perder – até o próximo mês, precisa acertar a primeira parcela do 13º. Então, pegue a calculadora e faça as contas.

Como calcular o 13º salário

A gratificação é devida de forma proporcional ao tempo de serviço do colaborador, considerando que 15 dias de trabalho já somam um mês integral. O equivalente a 50% do benefício deve ser pago entre fevereiro e novembro, ou durante as férias se solicitado em janeiro. O restante deve ser quitado até 20 de dezembro.

A fórmula é a seguinte: valor corresponde à remuneração do funcionário em dezembro dividido por 12 e multiplicado pelo número de meses trabalhados no ano.

Por exemplo, se ele tiver o salário fixo de R$ 1.500 e trabalhou 10 meses em 2016, a conta será: 1.500 / 12 = 125 x 10 = 1.250. Ou seja, o 13º devido nesse caso será de R$ 1.250,00.

Já quando a remuneração varia em razão do pagamento de comissão ou horas extras, por exemplo, a base de cálculo será diferente, resultando da soma daquilo que é fixo (como o salário base) a uma média do que é variável (somando os valores e dividindo pelo número de meses).

Por exemplo, se o colaborador acumulou R$ 960,00 de valores variáveis nos oito meses em que esteve a serviço da empresa, isso dá uma média de R$ 120,00, que devem ser acrescidos ao seu salário. Supondo que ele recebia o valor fixo de R$ 880,00, a base de cálculo então será de R$ 1.000.

Assim, o 13º resultará da seguinte conta: 1.000 / 12 = 83,33 x 8 = 666,64. Ou seja, o 13º devido será de R$ 666,64.

Calcule também os tributos

Agora que já sabe calcular o valor devido como 13º salário para cada colaborador, já pode estimar quanto dinheiro falta em caixa para cobrir essa despesa, certo? Ainda não. É preciso lembrar que a lei prevê o recolhimento da Contribuição Previdenciária e do Imposto de Renda na última parcela, em dezembro, além do FGTS em cada parcela paga.

  • FGTS: 8% da empresa
  • INSS: aplicar tabela da Previdência Social, com 8%, 9% ou 11% descontados do empregado
  • IR: aplicar alíquotas progressivas de desconto do empregado que ganha acima do valor estabelecido na legislação.

Para não restar dúvidas nos cálculos da gratificação e também no recolhimento dos tributos, consulte seu contador, que poderá orientá-lo conforme o caso.

Vai faltar dinheiro, e agora?

Você fez as contas, identificou que a conta ficou pesada e percebeu que é vítima da própria falta de planejamento? Não é motivo para se orgulhar, muito pelo contrário, mas pode ter solução. Em primeiro lugar, conheça as possibilidades para resolver a questão da melhor forma.

Como não há tempo de sobra, não adianta recorrer a medidas drásticas, como promover cortes que prejudiquem a qualidade do que oferece ou promover ajustes pouco efetivos no seu preço de venda. Ainda assim, tudo o que puder fazer de forma racional e planejada, que reverta em uma mínima poupança, já será útil e importante.

Como já estamos em outubro, um empréstimo bancário pode ser cogitado, mas sempre com muita cautela. A sua pressa está longe de representar o cenário ideal para encontrar boas condições de crédito.

Ainda assim, é preciso buscar no mercado as menores taxas de juros e ainda reduzir ao máximo o número de parcelas. Aproveite o pouco tempo que tem, pesquisando as tarifas junto a diferentes instituições. Começar pelo banco com o qual mantém um relacionamento é uma boa dica, mas avalie se a proposta mais atrativa não está em outra instituição.

Ao buscar crédito, a orientação do Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) é saber com precisão de quanto precisa, demonstrar capacidade de pagamento, cumprir com todas as exigências e apresentar os documentos e garantias solicitados – o que pode ser cansativo e burocrático.

Se há algo positivo que resta dessa experiência é o caráter de aprendizado que ela gera. Para o próximo ano, a recomendação é que faça tudo diferente, organizando-se melhor, considerando essa despesa como mais um custo fixo mensal e adequando o seu preço de venda também a partir desse peso no orçamento. Lembre-se: a quantia destinada aos encargos sociais dos colaboradores não pode faltar novamente.

Em 2017, faça a provisão para 13º salário

A provisão para o 13º salário consiste na apropriação mensal dos gastos relativos a essa gratificação na empresa. Funciona como uma reserva financeira, sendo considerada uma boa prática gerencial, na medida que aumenta o rigor do controle sobre as despesas e possibilita melhor planejar o cumprimento das obrigações financeiras.

Além disso, é uma ação adequada do ponto de vista contábil, pois permite o atendimento ao princípio da competência, segundo o qual os valores de entradas e saídas devem ser computados conforme sua incidência, ainda que não haja confirmação de pagamento ou recebimento no referido mês.

Na prática, todos os meses, o valor relativo ao 13º salário é lançado pela contabilidade, tornando mais efetiva a apuração dos resultados. Da mesma forma, são registrados posteriormente os pagamentos da primeira e segunda parcelas da gratificação.

Quando a provisão para o 13º salário é realizada, a empresa melhor se prepara para essa importante despesa e não chega ao final do ano surpreendida por um gasto que pode ser bastante alto, a depender da quantidade de funcionários.

Considerações finais

Como vimos ao longo deste artigo, o pagamento do 13º salário é uma obrigação da qual não se pode fugir. Então, por que deixar de se planejar e tornar tudo mais difícil para a empresa? Como sugestão final, venha conversar com a OCANA Assessoria Contábil e tire suas dúvidas, peça sua orientação para realizar a provisão no próximo ano e chegue a dezembro de 2017 com uma maior tranquilidade financeira.

 

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Especial para Escolas: Instituições bilíngues têm diversas propostas

1477681965087É comum dividir as escolas entre humanas, tecnológicas e focadas no vestibular, entre outras categorias. Apesar de bilíngue ser tratada como uma delas, as escolas que ensinam em mais de um idioma podem ter propostas pedagógicas bastante diferentes entre si.

Se o bilinguismo une as instituições em uma mesma categoria, mesmo nesse quesito elas podem ser bem diferentes. “Escolas bilíngues de qualidade não ensinam as línguas, mas ensinam pelas línguas. A segunda língua é tão importante quanto a primeira e tem os mesmos valor e espaço na escola. Ela é usada como ferramenta de comunicação nas aulas”, explica a pedagoga Selma Moura, mestre em Educação pela Universidade de São Paulo (USP) e editora do blog Educação Bilíngue no Brasil (educacaobilingue.com).

Enquanto alguns colégios oferecem metade das disciplinas em cada língua, como o Stance Dual, outros usam o idioma estrangeiro para complementar o conteúdo, como o Play Pen – Escola Cidade Jardim.

“Conseguimos integrar os currículos. O aluno recebe a informação em uma língua e continua na outra, sem que o conteúdo apareça duas vezes. Os professores trabalham o planejamento e sabem que parte é de quem”, explica Matthias Meier, diretor-geral da PlayPen.

No colégio be. Living, não é muito diferente. Nas aulas em inglês, os estudantes recebem um complemento da matéria – sem repetir, mas também sem trabalhar assuntos completamente dispersos.

Para garantir uma convivência real com a língua estrangeira, os colégios mantêm nativos nas equipes pedagógicas.

“Temos professores de várias partes do mundo, para que os alunos não sejam apresentados a um sotaque só”, explica Ari Rahmilevitz, diretor administrativo da Stance Dual. A pedagoga Selma Moura ressalta que isso é bastante positivo. “A diversidade – linguística, cultural, social, étnica – é muito bem-vinda para construir igualdade nas escolas.”

Enquanto a be. Living, a PlayPen e a Stance Dual trabalham o bilinguismo português-inglês, o Colégio Humboldt leva o alemão para dentro da sala de aula. Lá, as turmas até o 4.º ano do ensino fundamental têm duas professoras. Uma fala português e a outra complementa o conteúdo em alemão. Depois disso, os alunos podem escolher o currículo em uma das línguas.

“Claro que a imersão total na língua estrangeira é boa para aprender a falar alemão ou inglês, por exemplo. Mas talvez para o desenvolvimento global da criança ela não seja tão boa assim”, afirma a coordenadora do Humboldt, Mariane Bischof.

Ela explica que a ideia é garantir que os alunos entendam a matéria. Se isso for feito mais facilmente em português, será em português; se for em alemão, a professora vai explicar em alemão.

Já na be. Living, na Stance Dual, na PlayPen e também nas escolas do grupo canadense Maple Bear, o inglês é o único idioma da educação infantil. “Não estamos aqui para ensinar a língua na aula. Nós usamos o inglês como instrumento. O professor não vai obrigar que o aluno fale, mas dá o retorno sempre em inglês para dar o modelo”, explica Patrícia Pavan, diretora pedagógica da be. Living. A alfabetização é feita primeiramente em português em todas as escolas citadas, o que é essencial para crianças que começaram a aprender a segunda língua a partir dos cinco anos, afirma Selma Moura.

Com estilo próprio. Mas o ensino nas escolas precisa ir muito além dos idiomas. Cada instituição tem seu método, assim como ocorre nos colégios em geral. Na PlayPen, por exemplo, é usado o International Primary Curriculum, que prevê o ensino dos conteúdos a partir de grandes temas e propõe objetivos específicos em cada matéria. “O programa internacional forma o estudante de uma maneira mais crítica em relação ao que acontece ao seu redor, para que ele seja, de fato, um cidadão do mundo”, defende Meier, da PlayPen.

A Maple Bear, por sua vez, trabalha nos moldes canadenses.

“O Canadá vai muito bem no Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa). Só perde para algumas chamadas cidades-Estado, como a Coreia, onde os alunos passam mais tempo na escola”, explica Don Farrow, diretor acadêmico. Ele defende que o currículo das crianças deve priorizar o aprendizado pela descoberta.

“A escola deve dar as ferramentas para aprender. Para nós, não vale a pena roubar a infância para conseguir 40 pontos a mais em uma prova. O equilíbrio é mais importante.”

Na Stance Dual, o currículo é brasileiro. Entre as disciplinas ministradas em inglês estão Música, Natação, Informática e Teatro, além das matérias comuns do currículo. Alguns dos diferenciais para complementar a formação, segundo Rahmilevitz, são as aulas de robótica e as viagens que a escola oferece para imersão. Já no 3.º ano do ensino fundamental, quando as crianças começam a aprender espanhol como terceira língua, há a possibilidade de passar duas semanas na Argentina. No início do 9.º ano, a escola oferece um programa de dois meses no Canadá, morando na casa de uma família local.

A be. Living tem currículo brasileiro e metodologia que trabalha a partir de grandes temas, aprendidos em português e aprofundados em inglês.

“Muitos pais procuram o ensino bilíngue para os filhos pensando no mercado de trabalho. Nós olhamos para o bilinguismo agora, para o que é importante para a criança neste momento. O inglês pode ampliar, por exemplo, as possibilidades de uma pesquisa”, afirma Patrícia.

Filosofia da escola. Além do aprendizado curricular e da língua, os pais esperam que certos valores sejam ensinados para as crianças. Foi o que Ilci Aulicino encontrou na be. Living para a filha Júlia.

“Na hora de escolher, temos de pensar em que cidadão a escola quer formar”, diz. “Visitei outras, mas lá encontrei valores éticos e morais da maneira como eu queria criar a minha filha: solidariedade, compaixão, consumo consciente, valorização da singularidade e outros.”

A Stance Dual, por exemplo, trabalha sustentabilidade, voluntariado e tecnologia em diversos projetos. Em um deles, os alunos têm contato com a subprefeitura para a remodelação de uma praça. “A proposta da escola é formar cidadãos críticos e ativos, que possam agir criticamente nas questões sociais, culturais e ambientais da sociedade contemporânea”, afirma Rahmilevitz. Questões como coleta seletiva, uso responsável da água e desmatamento também fazem parte dos projetos dos estudantes. “É uma escola completa. Não prepara só para o vestibular, mas transforma as crianças em cidadãos do mundo, em pessoas que sabem se posicionar”, afirma Ruth Roysen, mãe de dois alunos da escola.

Priscila de Pádua Palácios tem dois filhos matriculados na PlayPen. O mais velho chegou a estudar em outra escola bilíngue, mas ela não considera que havia imersão total no inglês. Na PlayPen, encontrou o que buscava, além de um bom relacionamento com a direção. “Eles abrem espaço para a brincadeira, para as crianças se sujarem mesmo. Também tem leitura e uma área para as crianças ficarem sozinhas, o que é importante.”

Já na Humboldt, o foco é no encontro entre as culturas e os alunos, como explica a coordenadora. Carolina Sellmer tem duas filhas na escola e confirma. “Uma das coisas que eu mais gosto é que não há preocupação só com a língua, mas também com a imersão em outra cultura. Isso agrega muito, porque você percebe outras formas de viver e ganha com isso.

Via Estadão Educação

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