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Archives for julho 2016

Especial Escolas: Como a tecnologia pode contribuir para a educação?

sala-de-aula-na-China-862x647A revolução digital e seu impacto na educação são assuntos cada vez mais recorrentes nas escolas. De um lado, uns argumentam a necessidade do uso das tecnologias para potencializar o aprendizado. De outro, há quem defenda que isso poderá favorecer a distração dos alunos — vamos combinar que fazê-los manter a atenção na aula tem sido um dos maiores desafios dos professores em sala.

Para colaborar nessa análise, o blog Imaginie foi atrás de algumas informações que poderão ajudar as escolas a compreender melhor esse desafio e pensar numa saída positiva, sobretudo, diante da cobrança de alavancar o desempenho no ENEM.

Busca (incessante) pelo foco dos alunos

Estudos já demonstraram que a atenção do aluno na aula pode ter a duração média de 10 a 20 minutos. Outro dado apresentado por Daniel Goleman, no livro “Foco”, também nos convida a uma séria reflexão: ao ler qualquer material, em média, temos de 20% a 40% de atenção, o que torna muito baixa nossa capacidade de assimilação. Adicione a essas duas percepções os fatores externos que podem atrair o foco dos estudantes em sala.

Ninguém nega que se trata de uma combinação desafiadora: cada vez menos atenção por parte dos alunos e muita cobrança por uma boa média geral dos estudantes na prova do ENEM. No entanto, os dados acima reforçam que vencer a distração e manter o foco deles é uma questão bem mais atrelada ao comportamento humano. Tanto que alguns especialistas defendem que estamos numa era da economia de atenção. Ou seja, disputamos o tempo todo a atenção das pessoas (e nós, educadores, estamos com esse desafio também).

Geração cada vez mais conectada

A consultora em tecnologia na Educação e palestrante Martha Gabriel escreveu um livro que traz perspectivas bem interessantes ao tema, intitulado: “Educ@r — A Revolução Digital na Educação”. Entre as informações trazidas por ela, destaca-se uma bem intrigante: há casos em que crianças de seis meses já interagem com tablets e, pasmem, fazem até selfies (aquele autoretrato). A escritora enfatiza que os mais novos chegarão à escola com essa atitude e, se não estivermos preparados, não saberemos como despertar o interesse deles.

Entende-se por não estar preparados, não somente a questão estrutural que é, sim, importante para que sejam incluídas as novas tecnologias na educação, mas principalmente a capacitação dos docentes para que usem esses dispositivos em apoio ao processo de aprendizagem e não sejam dominados por esses aparelhos. Até por conta disso, Martha defende que o foco das escolas não deve ser somente na ferramenta. Em outras palavras, se não houver um preparo de como os professores e alunos podem utilizar tecnologias com foco educacional, todo esse esforço pode não colaborar no desenvolvimento dos estudantes.

Criatividade para aliar educação e tecnologia

Buscar saídas inovadoras, que sejam adaptadas ao contexto da sua escola, é o primeiro passo para entender essa transformação da educação. Olha que exemplo interessante: valendo-se da tecnologia, uma escola procurou uma associação de idosos nos Estados Unidos para propor que estes falassem pela internet (por um canal de vídeo) com alunos brasileiros. A proposta partiu de fazer uma aula de inglês diferenciada, colocando os estudantes para treinarem o idioma. A iniciativa também colaborava com os idosos, muitas vezes, sozinhos e que gostam de compartilhar sua experiência de vida com outras pessoas. Bom para todo mundo, não é mesmo?

Há inúmeras oportunidades de aproveitar com criatividade o uso das tecnologias no ambiente escolar. É preciso, no entanto, investir em capacitação para que usemos esses dispositivos como aliados e não como adversários.

Fonte: Blog imaginie

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Empresas têm até esta sexta-feira para entregar a ECF

speeedTermina nesta sexta-feira o prazo para a transmissão ao Sistema Público de Escrituração Digital (Sped), da Escrituração Contábil Fiscal (ECF).

Conforme explica o consultor da empresa Jornada de Estudos, João Luiz Póvoa, a ECF é uma obrigação acessória que tem por objetivo interligar os dados contábeis e fiscais referentes à apuração do Imposto de Renda Pessoa Jurídica e Contribuição Social Sobre Lucro Líquido.

Todas as pessoas jurídicas devem fazer a entrega, inclusive as imunes e isentas, tributadas por lucro real, por lucro arbitrado ou por lucro presu­mido, com exceção das empresas do Simples Nacional. “As pessoas jurídicas que não realizarem a transmissão a tempo estão sujeitas a multas”, segundo Póvoa.

De acordo com o consultor, para que as informações prestadas estejam de acordo com o exigido, é importante contar com um sistema contábil parametrizado.

“Para cumprir com esta e outras obrigações, é fundamental hoje que as empresas atentem para a necessidade de um projeto avançado de Assessoria e Auditoria Tributária – Trabalhista , que considere inclusive a exigência de mudanças na cultura empresarial de cada organização. Essa medida, através das adequações e manualizações de procedimentos, pode gerar uma série de benefícios à empresa.”

Fonte: SEGS

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CPMF fora dos planos do governo para 2016

Banner-Nao-a-CPMF-1O relatório bimestral de receitas e despesas de 2016 divulgado ontem pelo Ministério do Planejamento incorpora frustração de R$ 8,968 bilhões nas receitas administradas pela Receita Federal estimadas para este ano, em relação ao documento que foi lançado em maio. Essas receitas não incluem a arrecadação previdenciária nem recursos de concessões. Além de mostrar forte recuo em relação às previsões para o desempenho dos principais tributos cobrados no país, o documento abandona de vez a expectativa de arrecadação com a Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira em 2016.

Com a contínua retração da economia, o governo espera deixar de recolher R$ 2,996 bilhões com o Imposto de Importação, cuja estimativa caiu de R$ 33,502 bilhões para R$ 30,506 bilhões. A arrecadação do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) também deve ser R$ 2,505 bilhões inferior ao previsto anteriormente, passando de R$ 45,874 bilhões para R$ 43,369 bilhões.

Na apuração do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), a frustração é de R$ 1,787 bilhão, com a estimativa caindo de R$ 36,675 bilhões para R$ 34,888 bilhões. O governo também excluiu de vez a previsão de arrecadação com a volta da CMPF este ano, de R$ 1,8 bilhão do relatório anterior. Na rubrica “outras receitas administradas” a queda foi de R$ 3,816 bilhões, de R$ 20,686 bilhões para R$ 16,870 bilhões.

Apesar da redução nessas receitas, o relatório traz estimativas melhores – mas em menor proporção – para outros tributos e contribuições. No caso da Cide-Combustíveis, a projeção de arrecadação aumentou em R$ 287,4 milhões, de R$ 5,699 bilhões para R$ 5,987 bilhões. O aumento da alíquota do imposto regulatório sobre os combustíveis tem sido discutido pela equipe econômica. As receitas esperadas com as contribuições do PIS e da Cofins subiram R$ 621 milhões e R$ 1,564 bilhão, respectivamente. Já a previsão de arrecadação com a Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) aumentou em R$ 460 milhões.

RESERVAS FISCAIS 

O governo decidiu queimar R$ 16,5 bilhões de uma reserva do Orçamento para não ter que fazer um novo contingenciamento de gastos em julho, com o aumento das despesas e a frustração das receitas. A alternativa de lançar mão da reserva, hoje de R$ 18,1 bilhões, permitirá atingir a meta fiscal deste ano, que é de déficit de R$ 170,5 bilhões. Como o governo deixou no Orçamento uma reserva para acomodar riscos fiscais, ela será utilizada para evitar um aperto nos gastos nesse momento.

“Diante da combinação dos fatores citados, mostra-se necessária a redução das despesas discricionárias, que no âmbito do Poder Executivo será realizada mediante utilização do saldo remanescente para absorção de riscos fiscais, relativamente aos limites da avaliação extemporânea de maio, em R$ 16,5 bilhões”, diz o relatório.

O Ministério do Planejamento estima, ainda, um rombo maior para a Previdência Social neste ano. O déficit previsto é de R$ 149,23 bilhões, R$ 2,8 bilhões a mais do que o estimado no relatório anterior.

Em gastos previdenciários, estão previstos R$ 507,8 bilhões neste ano, perante uma arrecadação de R$ 358,6 bilhões. O documento aponta que o governo terá que incorporar, em 2016, parte dos gastos com auxílio-doença que foram represados em 2015. Segundo o texto, houve uma melhor avaliação do efeito da greve dos funcionários do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) no ano passado.

No caso do auxílio-doença, que costuma crescer, em média, 5% ao ano, a alta em 2015 ficou abaixo de 1%. Pelas novas contas, a equipe econômica teve que incorporar a recuperação de parte dessas concessões represadas. No relatório, contudo, o Planejamento ressalta que pretende reduzir essas despesas com as medidas recentemente tomadas.

O governo anunciou que pretende fazer um pente fino nos gastos com auxílio-doença, sobretudo em relação aos benefícios concedidos há mais de dois anos.

“Salienta-se que o conjunto de medidas estudado para o aperfeiçoamento desse benefício pode gerar algum impacto ainda neste exercício, porém ainda de difícil mensuração”, diz o texto.

Enquanto isso…

Saem R$ 264 milhões de abono salarial

O ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira, formalizou ontem, em cerimônia no Rio Grande do Sul, a prorrogação do prazo para saque do abono salarial do PIS-Pasep, ano-base 2014, anunciada pelo governo no dia 1º de julho. Os saques poderão ser feitos a partir da quinta-feira da semana que vem. O Ministério do Trabalho informou que, desde o início do calendário do ano-base 2014, foram pagos mais de R$ 18 bilhões, para 22,27 milhões de trabalhadores, o que corresponde a 94,45% do total de pessoas com direito ao recurso. Nogueira espera que, com a prorrogação, pelo menos mais 300 mil trabalhadores consigam realizar o saque, totalizando R$ 264 milhões. A retirada pode ser feita nas agências da Caixa, casas lotéricas, terminais eletrônicos ou no Banco do Brasil.

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Emissão do CNPJ será imediata, com inscrição no cartório

cartorio-escritorio-trabalho2A inscrição no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ) será imediata e realizada no momento do registro da constituição, reduzindo o procedimento de 60 dias para até quatro dias nos estados de Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro. A celeridade do processo é resultado de convênio entre os Cartórios de Registro de Títulos e Documentos e de Pessoas Jurídicas e a Receita Federal, com objetivo de beneficiar os empreendedores e contribuir para a melhoria do ambiente de negócios no País, por meio da emissão do número CNPJ já no registro da sociedade em cartório.

Anteriormente, após a abertura da empresa era necessário que fosse solicitada à Receita a emissão do CNPJ. A previsão é que até o fim do ano todos os estados possam disponibilizar esse serviço. Os próximos a ofertarem a facilidade serão o Ceará, a partir de hoje (14) e, na sequência, o Rio Grande do Sul.

O CNPJ é importante para empresas, pois é esse número que o mercado adotou para identificação das pessoas jurídicas nas suas relações comerciais. O registro, por outro lado, é o que confere personalidade jurídica às empresa, ou seja, é o ato fundamental para a criação da sociedade. Os dois atos, portanto, autorizam a realização de contratos, emissão de notas fiscais, abertura de processos, que garantem legalidade fiscal e jurídica. E sem ambos a empresa é considerada inexistente e os seus sócios podem sofrer consequências graves, como a responsabilidade solidária pelas dívidas do negócio.

O presidente do Instituto de Registro de Títulos e Documentos de Pessoas Jurídicas do Brasil, Paulo Roberto de Carvalho Rêgo, ressaltou que o projeto tem um impacto muito positivo para sociedade. “Estamos em um processo de implantação da nova sistemática em todo Brasil, para que todos os cartórios estejam integrados ao sistema e possam cada vez mais facilitar a vida do cidadão, que agora pode se dirigir apenas a um local para regularização do seu negócio”, disse.

Demanda

Para atender a essa demanda, os cartórios foram integrados ao processo de análise e deferimento de atos cadastrais do CNPJ, por meio da Rede Nacional para a Simplificação do Registro e Legalização de Empresários e Pessoas Jurídicas (Redesim). Para a diretora da Associação dos Notários e Registradores do Brasil (Anoreg-Br), Patrícia Ferraz, além da agilidade, a oferta desse serviço pelos cartórios tem um papel importante ao incrementar o grau de regularidade das empresas. “No atendimento diário realizado no cartório temos contato direto com as necessidades da população, na busca por maior autonomia.

E os cartórios vêm desempenhando um papel importante na desburocratização de procedimentos oficiais. Essa parceria com a Receita atende e legitima a expectativa do cidadão, que será atendido com segurança, eficiência, rapidez e baixo custo”, avaliou. O trabalho executado pelos cartórios de Registro Civil de Pessoas Jurídicas inclui a análise e deferimento das solicitações de inscrição, alteração e baixa, no âmbito do CNPJ.

Fonte: Conjur

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O que esperar do novo PIS/Cofins?

shutterstock_18865177-620x250No fim do ano passado, uma das últimas atitudes do ex-ministro da Fazenda Joaquim Levy foi de encaminhar o Projeto de Lei nº 95/2015, de autoria do então senador José Serra (atualmente ministro das Relações Exteriores) que trata da reforma do Programa de Integração Social/ Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público – PIS/Pasep. A ideia é que as mudanças comecem por essas contribuições e depois se estendam para a Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social – Cofins.

Seguramente, esse é um tema que afeta diretamente o dia a dia das empresas de todos os portes e segmentos e ainda pode causar diminuição do Produto Interno Bruto – PIB, retração econômica e, por conseguinte, aumento do desemprego. Em entrevista à Revista Dedução, o professor Marcelo Domingues de Andrade, advogado da Guerreiro e Andrade Advogados comenta os principais impactos que essa proposta trará caso seja aprovada.

O que o senhor espera da reforma do PIS/Cofins?
Primeiramente, é válido lembrar que estes dois tributos recaem sobre a mesma base de cálculo e são de caráter social. Então, a unificação no pagamento de tributo é sempre muito bem-vinda, haja vista o exemplo do Simples Nacional em que as empresas, numa única guia de arrecadação – DAS, recolhem diferentes tributos que posteriormente são redirecionados para os órgãos públicos específicos. Para o PIS devemos entender que financia o capital do Banco Nacional de Desenvolvimento – BNDES e o Fundo de Amparo ao Trabalhador – FAT. Já a Cofins financia a Seguridade Social – saúde, assistência social e previdência social. Feito este introito, é importante salientar que o governo pretende, num primeiro momento, apresentar a reforma isolada como forma de “teste”, começando pelo PIS. E segundo a Receita Federal, essa reforma gradual do PIS servirá “como período de avaliação das novas regras, inclusive quanto à calibragem de alíquotas, evitando perdas e ganhos de arrecadação em relação à legislação atual, além de permitir outros ajustes que se mostrem necessários ou convenientes.”

Qual é a principal mudança com o novo PIS/Cofins?
Não há uma única e principal mudança, senão quatro principais aspetos a serem mudados e alterados: simplificação no recolhimento, neutralidade econômica, ajustamento de regimes diferenciados (reduzindo ou eliminando incentivos a determinados setores) e isonomia no tratamento de pequenas empresas. Isso caracteriza uma espécie de tributo sobre o valor agregado em que as empresas se creditam para abatimentos na compra de insumos e matéria prima.

Essa nova proposta pode ser vista como benéfica?
Sim, desde que as alíquotas sejam coesas, principalmente pela diferenciação que poderá existir em setores de bens e serviços. Isso porque a proposta prevê um valor menor de alíquotas para setores como educação, saúde, tecnologia da informação etc. Para os setores de construção civil, hotelaria, agências de viagens e outros as alíquotas serão intermediárias. Já os setores farmacêuticos, de veículos e autopeças continuarão com regime diferenciado.

O modelo atual de cobrança é complexo?
Pelo modelo atual, a cobrança é realizada de forma diferenciada para as empresas que operam no lucro real ou no lucro presumido, além daquelas que estão cadastradas no Programa do Simples Nacional. Então, funciona no seguinte formato: para as empresas que operam pelo lucro real – indústrias, por exemplo – são deduzidas alíquotas de 1,65% do PIS e 7,6% da Cofins totalizando 9,25%, e pelo sistema não-cumulativo, conseguem deduzir do tributo a pagar o que já foi pago pelos fornecedores, então com reduções em custos, despesas e encargos. Por sua vez, as empresas que operam no lucro presumido – de serviços – pagam alíquotas de 0,65% do PIS e 3% da Cofins, num total de 3,65% sobre a receita operacional bruta (faturamento) e no sistema cumulativo. As empresas que estão cadastradas no Simples Nacional arrecadam de forma única toda a carga tributária existente e com alíquotas reduzidas. Hoje, a alíquota para estas empresas é de 0,57% e permanecerá esse mesmo percentual sobre o faturamento bruto.

Como será o tratamento para o novo sistema do PIS?
Para o novo sistema do PIS o recolhimento será pelo regime não-cumulativo o que possibilitará o crédito mais amplo de desconto, por exemplo de produtos intangíveis. Ademais, alguns bens adquiridos poderão se beneficiar com abatimento, por exemplo, material de escritório adquirido por empresas de serviços. Além disso, a adoção das regras sobre custos e despesas será a mesma utilizada para custos e despesas dedutíveis para fins de Imposto de Renda Pessoa Jurídica – IRPJ.

E as empresas do Simples Nacional?
Essas empresas poderão gerar crédito para seus clientes independente do regime tributário em que estiver sendo regida. É importante salientar que existem ainda regimes diferenciados de recolhimento para instituições financeiras, entidades sem fins lucrativos, empresas de fomento comercial etc., e também recolhimentos nos diferenciados nos casos de substituições tributárias, alíquotas reduzidas, alíquotas concentradas, ou seja, uma complexidade de normas a que os contribuintes devem estar atentos, do contrário se tornarão inadimplentes junto ao fisco por desconhecimento do emaranhado e calamitoso sistema tributário do PIS/Cofins.

Tal proposta pode elevar a burocracia?
A tendência do governo é justamente a redução da burocracia pelo fato de haver o pagamento numa única guia, com sistema integrado de cálculos independente dos os setores.

A reforma proposta pela Receita Federal coloca tanto PIS (que será atualizada primeiro) quanto o Cofins em um regime tributário não-cumulativo. Isso quer dizer que a tributação ocorrerá somente sobre o valor agregado. Segundo o órgão, tal medida simplificará o processo de pagamento e dará maior “justiça” na tributação. Haverá aumento na arrecadação do governo?

Sim, haverá aumento de arrecadação, porém haverá aumento de crédito nas operações o que permite uma maior margem de desconto no momento da negociação comercial podendo haver um equacionamento. Isso quando se tratar de empresa no lucro real. Mas as empresas de serviços do lucro presumido sofrerão um aumento da carga tributária o que poderá desencadear no aumento do serviço a ser prestado. De qualquer sorte, ainda não é possível prever a exatidão deste aumento enquanto não forem divulgadas as alíquotas.

Qual será o impacto dessa mudança para as empresas, de forma geral?
O impacto maior poderá ocorrer nas empresas de serviços que normalmente trabalham no regime tributário do lucro presumido com alíquota de 3,65% sobre o faturamento. Mas vigorando a unificação do PIS e da Cofins, estas empresas poderão sofrer muito com o aumento da carga tributária, isso porque a alíquota passará para o sistema do lucro real e então não-cumulatividade com alíquotas de 9,25%.

O problema é que as empresas de serviços não terão direito ao desconto de muitos créditos haja vista que o capital humano é seu maior aliado e sobre os salários não há desconto a ser considerado. Com isso, haverá um aumento da carga tributária para empresas do setor de serviço, sem direito a grandes descontos em créditos de custos, despesas e encargos. E pelo efeito cascata, estas empresas irão aumentar o valor de seus serviços podendo então gerar uma inflação no mercado. A unificação afetará a apuração de impostos de quase 2,6 milhões de empresas do País, o que representa 36% das prestadoras de serviços em atividade. O setor conta com mais de 7,9 milhões de empresas e movimenta R$ 1,4 trilhão por ano. O número de empregos soma 19,4 milhões, maior do que o agronegócio, a indústria e o comércio juntos.

As empresas contábeis irão trabalhar a mais?
A análise de crédito a ser feita pelos escritórios de contabilidade, tanto por parte da empresa que gerou o crédito quanto pela empresa que irá se beneficiar deste crédito, deve mais apurada, consequentemente um trabalho a mais a ser desenvolvido, porém com as possibilidades de recursos existentes nos sistemas de computação, basta acrescentar o comando nos softwares e a leitura de créditos. Dessa forma, a compensação será automática.

Para garantir a “neutralidade da carga fiscal”, o novo PIS vai ter três alíquotas: modal, intermediária e reduzida. Qual sua opinião sobre isso?
Importante para que não haja um grande descompasso no momento em que as empresas que atuavam na cumulatividade passem a atuar no valor agregado. Então, pelo entendimento da Receita Federal, haverá uma “calibragem da alíquota” evitando perdas ou ganhos de arrecadação. Mas, minha opinião é de que o percentual destas alíquotas poderão prejudicar muitas empresas de diversos setores, exceto aquelas com redução ou mesmo intermediária. De qualquer forma, resta, mais uma vez, aguardar os parâmetros a serem estabelecidos pelo governo federal e então tecer novos comentários.

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Cinema na escola pode melhorar o desempenho dos alunos

cinema-na-escola-862x575O cinema na escola é, sem dúvida, uma das estratégias para ampliar o conhecimento dos alunos. A importância disso fez com que o Ministério da Educação incluísse um item específico na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, que determina a exibição de filmes produzidos no Brasil por duas horas por mês (pelo menos). Desta forma, desde junho de 2014, a aquisição de recursos audiovisuais passou a ser obrigatória nas instituições de ensino de educação básica de todo o país.

Longe de ser apenas uma regra, essa nova orientação recomenda ainda a inclusão de filmes como componente da grade curricular complementar, que deve estar devidamente integrado à proposta pedagógica da escola. Pesquisas feitas para fundamentar a mudança sinalizam que a atividade tende a desenvolver a percepção dos estudantes, aguçando suas funções sensoriais. Os recursos audiovisuais também despertam a interação dos alunos, gerando mais atratividade deles diante dos temas.

Como isso ajuda no desempenho dos alunos?

Já falamos aqui no blog algumas vezes sobre o desafio de ter a atenção deles na sala. Há pesquisas que indicam que o foco permanece de 10 a 20 minutos, numa cenário de aula expositiva. O filme contribui para despertar a atenção deles à medida que traz, de modo diferenciado, conteúdos necessários à formação curricular, sendo apresentados por uma linguagem interativa e que tende a sensibilizar os estudantes. Até porque as imagens e o som estimulam mais facilmente o cérebro das meninas e dos meninos, facilitando a compreensão do tema passado.

Nesse contexto, o papel do coordenador pedagógico ganha ainda mais importância: ele precisa garantir que essa atividade ocorra de maneira multidisciplinar. Muitas vezes a escolha do filme pode ser a combinação de conteúdo prevista em duas matérias. Isso faz com que o filme possa ser apresentado na íntegra (sem a quebra, muitas vezes necessária, pelo tempo de aula disponível para aquela disciplina).

Como pode ser notada a diferença nos alunos?

São inúmeras as vantagens para os estudantes. Entre elas, está a possibilidade de fortalecer o gosto pela arte, despertar a criticidade e reter a atenção deles para assuntos que, normalmente, são repassados pelas aulas expositivas. O próprio fato de os filmes terem roteirização, apresentando os fatos com narrativas, favorece a assimilação do conteúdo e cria mais condições para fixar o assunto.

Se bem alinhado com outras disciplinas, o cinema na escola pode ser aplicado combinando com uma atividade de leitura, o que fortalecerá outro pilar importante para o desenvolvimento dos estudantes. Nessas ocasiões podem também ser utilizadas estratégias para instigar o aluno a frequentar o cinema, informando-lhe de promoções em dias específicos e mesmo em espaços culturais da cidade. Estar atento à programação do seu município para recomendar em sala é outra estratégia valida para voltar ao tema, aguçando a iniciativa para que eles frequentem esses espaços com suas famílias e amigos.

Quais desafios para isso?

Em linhas gerais, são duas demandas específicas que muitas escolas encontram: a falta de estrutura e da habilidade do professor em conduzir esse espaço multidisciplinar. Diante do primeiro desafio, é importante que professores e coordenadores reúnam apontamentos sobre benefícios que a aquisição de equipamentos podem trazer à aprendizagem. Embora esteja previsto na Lei, há muitas escolas que têm dificuldades dispor dos aparelhos necessários.

Quanto à falta de habilidade do docente, ela pode ser resolvida a partir de um diálogo conjunto entre coordenador e professor para pensar em como adequar o conteúdo que necessita ser repassado e como ele pode ser combinado outra disciplina. Numa primeira aplicação, por exemplo, o coordenador pode orientar maneiras de direcionar as discussões, mediar o ensino que será passado, para realçar a participação dos alunos.

Você já usou essa estratégia do cinema na escola? Que tal compartilhar como foi essa experiência nos comentários abaixo?

Fonte: Imaginie Blog de Educação

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Os quatro segredos da gestão escolar eficaz

segredoDuas escolas com alunos de perfil socioeconômico e cultural semelhante e pertencentes à mesma rede de ensino nem sempre têm o mesmo desempenho nas provas de avaliação externa. O que ocorre em cada uma delas para justificar a diferença? Por acreditar que é a gestão escolar que garante um resultado melhor (ou pior), a Fundação Victor Civita (FVC) realizou o estudo Práticas Comuns à Gestão Escolar Eficaz, com patrocínio da Abril Educação-Ser, do Instituto Unibanco e do Itaú BBA.

Entre abril e setembro, 14 pesquisadores coordenados pelo cientista político Fernando Luiz Abrúcio, professor de Administração Pública da Fundação Getúlio Vargas (FGV), de São Paulo, estudaram dez escolas em quatro municípios de São Paulo. Para chegar a elas, foi utilizado um modelo estatístico criado por Francisco Soares, da Universidade Federal de Minas Gerais (leia mais no quadro abaixo).

Divididas em pares (duas unidades em condições semelhantes, mas com resultados diferentes na Prova Brasil), elas foram visitadas e analisadas, e a conclusão é que, sim, as que têm uma gestão mais eficaz são as que obtêm notas melhores. Segundo o estudo, são quatro os “segredos” da boa gestão escolar, aspectos que podem ser replicados em todo o país para melhorar a aprendizagem.

– A formação dos gestores.
– A capacidade do diretor de integrar todas as áreas de atuação no dia a dia.
– A atenção dedicada às metas de aprendizagem, medidas nas avaliações externas.
– A habilidade para criar um clima positivo de trabalho na escola.

Mapa Interativo

Experimente navegar em um mapa interativo e descubra exemplos de integração das diversas áreas  da gestão.

Em foco, o “efeito escola”

A escolha das dez escolas analisadas partiu de um modelo estatístico batizado de “efeito escola”. Partindo dos resultados da Prova Brasil, o professor Francisco Soares, da UFMG, retirou os fatores externos que podem interferir no desempenho dos alunos (condição social e econômica das famílias e do entorno). Isso permite afirmar que duas ou mais escolas têm situação semelhante – e, com base nessa informação, tentar entender por que elas obtêm notas diferentes. “A intenção é medir a influência das ações de dentro da própria escola, especialmente as de gestão”, explica Soares. Os pesquisadores fizeram 152 entrevistas, organizaram 25 grupos de discussão com a comunidade e acompanharam 15 reuniões das equipes gestoras, 14 encontros pedagógicos e 15 aulas – em oito unidades municipais e duas estaduais de quatro municípios paulistas.

Fonte: Gestão Escolar

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O que é o projeto político-pedagógico (PPP)?

pppToda escola tem objetivos que deseja alcançar, metas a cumprir e sonhos a realizar. O conjunto dessas aspirações, bem como os meios para concretizá-las, é o que dá forma e vida ao chamado projeto político-pedagógico – o famoso PPP. Se você prestar atenção, as próprias palavras que compõem o nome do documento dizem muito sobre ele:

  • É projeto porque reúne propostas de ação concreta a executar durante determinado período de tempo.
  • É político por considerar a escola como um espaço de formação de cidadãos conscientes, responsáveis e críticos, que atuarão individual e coletivamente na sociedade, modificando os rumos que ela vai seguir.
  • É pedagógico porque define e organiza as atividades e os projetos educativos necessários ao processo de ensino e aprendizagem.

Assista o vídeo explicativo: https://www.youtube.com/watch?v=s_tnaiuAksM
Ao juntar as três dimensões, o PPP ganha a força de um guia – aquele que indica a direção a seguir não apenas para gestores e professores mas também funcionários, alunos e famílias. Ele precisa ser completo o suficiente para não deixar dúvidas sobre essa rota e flexível o bastante para se adaptar às necessidades de aprendizagem dos alunos. Por isso, dizem os especialistas, a sua elaboração precisa contemplar os seguintes tópicos:

  • Missão 
  • Clientela 
  • Dados sobre a aprendizagem 
  • Relação com as famílias 
  • Recursos 
  • Diretrizes pedagógicas 
  • Plano de ação

Por ter tantas informações relevantes, o PPP se configura numa ferramenta de planejamento e avaliação que você e todos os membros das equipes gestora e pedagógica devem consultar a cada tomada de decisão. Portanto, se o projeto de sua escola está engavetado, desatualizado ou inacabado, é hora de mobilizar esforços para resgatá-lo e repensá-lo. “O PPP se torna um documento vivo e eficiente na medida em que serve de parâmetro para discutir referências, experiências e ações de curto, médio e longo prazos”, diz Paulo Roberto Padilha, diretor do Instituto Paulo Freire, em São Paulo.

Fonte: Gestão Escolar

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Caixa amplia crédito para micro, pequenas e médias empresas do País

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Banco espera liberar R$ 2 bilhões no segundo semestre para empresas com até R$ 90 milhões de faturamento por ano

A Caixa Econômica Federal ampliou a oferta de crédito para micro, pequenas e médias empresas. No início deste mês de julho, o banco voltou a contratar capital de giro mais barato pelo Progeren, programa com recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

A Caixa espera liberar até R$ 2 bilhões no segundo semestre para empresas com até R$ 90 milhões de faturamento anual.

No ano passado, a Caixa liderou as contratações do BNDES Progeren. O banco realizou 1.671 operações e concedeu R$ 324 milhões entre agosto e dezembro, 20% do volume total desembolsado pelo programa.

A linha de crédito tem taxa de juros a partir de 1,55% ao mês, prazo para pagamento de 60 meses e carência máxima de 12 meses.

Segundo Tatiana Cristina Barbosa da Silva, gerente executiva da Superintendência Nacional de Estratégia de Micro e Pequeno Empreendedorismo da Caixa, a ajuda faz frente às necessidades do segundo semestre, quando a atividade econômica e os encargos trabalhistas são historicamente maiores. “As empresas costumam buscar crédito para pagar fornecedores, 13º salário e até a folha do pessoal”, afirmou.

Progeren

Remodelado, o Progeren foi relançado em fevereiro pelo BNDES com a liberação de acesso ao crédito independentemente do setor ou atividade.  Além disso, o BNDES também alterou o indexador utilizado para empresas com faturamento anual máximo de R$ 16 milhões. Em vez da taxa básica de juros (Selic), hoje em 14,25% ao ano, a referência passou a ser a Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP) – 7,5% ao ano, o que torna os empréstimos mais acessíveis.

Fonte: Portal Brasil, com informações da Caixa

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Serasa libera consulta gratuita sobre pendências no CPF via site e app

serasaA Serasa anunciou nesta sexta-feira, 08/07, o lançamento de um novo serviço gratuito pela internet que vai permitir aos consumidores verificar se há pendências financeiras associadas a seus CPFs. A consulta poderá ser feita no site www.serasaconsumidor.com.br ou, para usuários de smartphones Android, pelo aplicativo SerasaConsumidor.

O serviço exige que o interessado faça um cadastro abrangente antes de liberar a consulta, que apenas é ativada se for digitado um código de validação enviado pela Serasa por SMS para um aparelho celular indicado pelo consumidor. Com esse processo de autenticação a empresa cria barreiras para evitar que terceiros tentem checar informações que não lhes pertencem.

A lista de itens que podem ser obtidos no site inclui a informação se há negativação do CPF, o débito pendente que levou à negativação (banco, cartão de crédito, financeira, varejo, prestadoras de serviços de telefonia, energia elétrica, água, além de ocorrências de títulos protestados, cheques sem fundos e ações judiciais); e informações sobre os credores, como telefones, endereço, e-mail e site, e o valor atual e a data de vencimento do débito atrasado.

Um outro serviço gratuito oferecido pela Serasa em parceria com várias instituições financeiras – o Limpa Nome Online – poderá ser acionado pelo consumidor diretamente a partir da página da consulta do CPF e vai permitir que ele renegocie a dívida diretamente com o credor, desde que ele seja parceiro da Serasa.

O serviço da Serasa não é o único gratuito do mercado para esse tipo de consulta de negativação de CPF. Desde 2013 a Boa Vista Serviços, administradora do SCPC (Serviço Central de Proteção ao Crédito), oferece no site Consumidor Positivo a possibilidade de consultar o status financeiro do CPF, saber a lista de credores e também fazer renegociação de dívidas com empresas cadastradas.

Fonte: CBN

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