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Archives for setembro 2016

Receita notifica devedores do Simples Nacional

650x375_receita-federal_1487286A Receita Federal já notificou cerca de 668.440 devedores optantes pelo Simples Nacional. A notificação se direciona à pessoas jurídicas do Simples nacional que possuem débitos previdenciários e não previdenciários, com a Receita Federal (RFB) e a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN).

A emissão de Ato Declaratório Executivo – ADE que notifica os devedores foi realizada hoje, 26/09, em todo Brasil.

De acordo com a Receita Federal “A contar da data de conhecimento do ADE de exclusão, a pessoa jurídica terá um prazo de 30 (trinta) dias para a regularização da totalidade dos débitos à vista, em parcelas, ou por compensação.”

O ADE de exclusão ficará disponibilizado para os contadores, técnicos de contabilidade e contribuintes exclusivamente no Domicílio Tributário Eletrônico (DTE-SN), sistema em que todos os optantes pelo Simples Nacional são automaticamente participantes.

Vale ressaltar, ainda, que aqueles que não regularizarem a totalidade de seus débitos no prazo de 30 dias contados da ciência serão excluídos do Simples Nacional, com efeitos a partir do dia 1° de janeiro de 2017.

Com informações da Receita Federal.

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Simples: como fazer mais com menos

artigo_75272Diante de um mundo cada vez mais complexo, a administração enfrenta um dilema: gerar resultados com uma estrutura enxuta.

Com elogios de Philip Kotler no topo da capa, o primeiro livro do executivo de marketing Rodrigo Rocha tenta emplacar o que ele chama de Sistema de Estratégia Minimalista (SEM). O conceito traz um conjunto de práticas que podem reduzir os custos dos processos internos das empresas e, ao mesmo tempo, manter ou otimizar os resultados. Seu método é apoiado em quatro Es: Elegância, Eloquência, Eficiência e Êxito.

Nada de novo para uma área onde o kaizen e a gestão enxuta já dão as cartas há algumas décadas. Entretanto, Rocha defende que existe um teor inovador na estratégia proposta. “O Modelo Kaizen é muito focado em melhoria de processos. O sistema de Estratégia Minimalista é uma visão total”, afirma. O modelo é baseado na premissa filosófico-artística do minimalismo.

“A complexidade da vida moderna, o excesso de informação, o barulho e o caos decorrente de tudo isso provocam problemas graves que vão além do simples ‘cansaço mental’ e podem abrir caminho para doenças causadas pelo estresse, afetando inclusive a relação com outras pessoas”, justifica, no livro. Leia abaixo a entrevista concedida com exclusividade ao Administradores.com.

A ideia de uma administração enxuta que você traz no livro não é algo recente; foi preconizado por Eiji Toyoda no século passado e é um conceito com raízes no “kaizen”. Qual a novidade proposta pelo Sistema de Estratégia Minimalista (SEM)?

Acho que a principal novidade é que o SEM vai além da administração. O modelo kaizen é muito focado em melhoria de processos, na eficiência, que é um dos quatro Es. O sistema de Estratégia Minimalista é uma visão total. Criação do produto, comunicação, eficiência e resultado. No livro falo sobre da necessidade das empresas ficarem mais leves e ágeis, mas vou além disso. Os quatro Es são uma filosofia estratégia que antecede a gestão, os quatro Ps do marketing, o resultado comercial. Foi isso que encantou o Philip Kotler no livro. O SEM foi concebido para a realidade atual e futura porque foi desenvolvido a partir da observação dos conceitos e valores que fazem sentido para a geração Y – tanto para os profissionais quanto para os consumidores. Os millennials são uma geração ultraconectada, que cresceu entulhada de informação e isso os fez muito críticos. Eles fazem questão de perceber a verdade em cada ação de marca e não se deixam manipular. Por isso acredito que as empresas tem que trabalhar a Eloquência, que abordo no SEM. Falar menos e fazer mais. Esse conceito está na cultura japonesa como um todo, mas também está na arte, no Bauhaus, na publicidade, na moda, na música e também na história da Apple, uma empresa que me inspirou muito durante o desenvolvimento do SEM.

Drucker afirmava que, numa empresa, os resultados são produzidos por apenas dois fatores: marketing e inovação; o resto seria apenas custo. A metodologia minimalista está alinhada com esse pensamento?

Eu acredito que Drucker está correto. A única coisa que mudou foi o marketing. Antigamente o foco era publicidade, gastar fortunas para colocar a sua marca na mente do consumidor. Hoje a grande inovação é você entregar realmente o que você promete. Isso é ser autêntico. As empresas não estão fazendo o básico e já pensam em inovar. Temos que voltar ao básico, colocar o cliente no centro do negócio e investir cada vez mais na melhoria da experiência do cliente.

Se uma empresa eliminar o máximo possível de lastro, ainda assim ela terá que lidar com rotinas e processos burocráticos, que são necessários mas não geram valor para o cliente. É possível aplicar a ideia de minimalismo mesmo nesses setores? Como isso pode ser feito?

Ser minimalista é um ciclo. Tem um começo um meio e um fim. Depois começa tudo novamente. Pode ter certeza que em pouco tempo você vai rever os seus processos e vai ver que ainda pode melhorar muito. Quando colocamos o cliente no centro do negócio, aprendemos muito. Recebemos muitos inputs. Nada é eterno. O que parece ser bom hoje pode ser ruim em pouco tempo. Reveja sempre os processos.

Como o compliance, que não se relaciona diretamente com o produto final das empresas, se encaixa nesse framework estratégico que você propõe? O tema é tratado, mas não citado, nos tópicos Sustentabilidade e Reputação da marca

Em uma empresa que aplica os 4Es, o compliance existe naturalmente em cada atitude. Departamentos bem administrados, que trabalham o ciclo evolutivo constantemente sempre estarão de acordo com os conceitos de compliance. É algo de vem de dentro no SEM, não precisa ser imposto como um peso extra ou um penduricalho. Em empresas “gordas”, muitas vezes o compliance funciona como um remédio para fígado ou um antiácido: ele serve para consertar abusos ou preveni-los. Uma empresa eficiente e magra não precisa de algo exterior, já vive em uma dieta saudável.

Durante períodos de crise, as empresas cortam o que consideram supérfluo, mas atingem em cheio a inovação, preocupando-se primeiramente em sobreviver, com cortes nos preços, liquidações e redução de pessoal. Porém o que autores como Ikujiro Nonaka e Hirotaka Takeuchi defendem é que a inovação contínua é a principal saída para momentos de crise. Como você enxerga esse panorama? É aplicável à crise atual no Brasil?

O Brasil precisa aplicar o Sistema de Estratégia Minimalista. Deveríamos aproveitar esse momento de crise e repensar nos valores do país, no que é realmente é importante para a sociedade. Vamos fazer uma analogia do Brasil com uma empresa. O Brasil por muito tempo utilizou do seu carisma para atrair investidores. Era um país que falava demais, estava na boca de todo mundo como o país do futuro. Um lindo sonho vendido. O que aconteceu é que a reputação do país desmoronou pois o seu produto não teve consistência. Over promise, under delivery. A base de tudo não foi feita. Não investimos em Educação como deveríamos. O produto desse país são as pessoas. É o básico. Não fazemos o feijão com arroz bem feito e já queremos inovar.

A tradição da administração no Brasil é recente, se comparada com países desenvolvidos – temos pouco mais de 500 empresas de capital aberto na Bovespa, e só um punhado delas negocia ações diariamente. A imensa maioria é de natureza familiar. Isso dificulta a elaboração e implementação de estratégias de negócios, como o SEM?

O modelo de estratégia minimalista funciona para qualquer tipo de empresa. São conceitos básicos que são aplicados no dia a dia. Uma empresa para ser minimalista não precisa ser de capital aberto ou ser uma multinacional. Sinceramente acho que as empresas familiares por muitas vezes são muito mais minimalistas. Elas possuem menos recursos e quem esta à frente do design do produto é o dono. O problema de empresas com capital aberto é que a área mais importante na empresa se torna vendas e muitas vezes quando isso acontece a empresa acaba focando em preço e não na qualidade do produto. A pressão por resultados é muito alta. Muitas empresas começam enxutas e a criação do produto é do dono. As empresas crescem se transformam em uma potência, abrem capital e a area mais importante vira vendas. Pensam em crescimento, resultados e o produto muitas vezes acaba abandonado. A inovação passa a ser uma cópia, não uma criação. Eles colocam a quantidade na frente da qualidade. Quando isso acontece seu produto vira uma commodity e em pouco tempo essa empresa perde espaço no mercado.

Fonte: Administradores

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E-social já calcula as verbas rescisórias do empregado doméstico

esoociallA partir do dia 16 de setembro, o eSocial passou a calcular as principais verbas rescisórias dos empregados domésticos. Basta o empregador informar a data e motivo da rescisão e se é devido aviso prévio indenizado. Com essas informações, o sistema efetua os cálculos das verbas saldo de salário, aviso prévio indenizado, 13º salário, férias proporcionais, terço constitucional de férias e salário família, todos baseados no valor do salário contratual do empregado.

Em situações específicas, o empregador deve alterar os valores calculados e/ou informar valores para outras rubricas, tais como horas extras, adicional noturno, desconto de faltas, multa por atraso no pagamento da rescisão etc. Nas situações em que o empregado doméstico não tem direito a férias indenizadas e recebe apenas salário fixo, ele não precisa fazer cálculos rescisórios.

A nova funcionalidade facilita os procedimentos de geração do Termo de Recisão de Contrato de Trabalho – TRCT.

Fonte: Agência EBC

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Os 6 maiores erros dos empreendedores na crise

Estamos vivendo uma das maiores, se não a maior crise, econômica e política, dos últimos tempos, no Brasil, o que separou os empreendedores em dois grupos distintos. Um é formado por aqueles que se preparam para o atual momento do país, que estão rompendo as dificuldades e fazendo seu negócio crescer em meio ao caos. O outro é o daqueles que nem de longe conseguiram se preparar para o que estava por vir e, que infelizmente, em muitos casos, estão fechando suas portas.

É certo que não temos uma bola de cristal para prever o futuro, mas como empresários acredito que temos sempre que estar atentos não apenas ao que acontece dentro de nossa empresa, mas especialmente, ao que ocorre fora dela. Tudo está interligado, portanto, se a economia não anda ou regride, se o desemprego bate recorde, a renda cai, a população compra menos, a demanda diminui e o nosso negócio tende a ser impactado também.

Preparação é fundamental em todos os setores, tanto para aproveitar as oportunidades quanto para não ser engolido pelas dificuldades. Um bom exemplo de empresa que se preparou para a crise são as lojas Renner, que em 2015, abriu mais 54 novas unidades e cresceu quase 20%.

Para isso, segundo o seu presidente, José Galló, além de ter uma cultura pautada na redução máxima de custos e no não endividamento; a organização também focou no controle assertivo do fluxo de caixa, o que permitiu continuar a custear suas operações, driblar a crise e expandir sua atuação no mercado.

Este é um exemplo que ilustra bem a necessidade de estar sempre preparado e de ter o que chamamos, no mundo dos negócios, de visão de futuro. Porém, é importante ressaltar que as falhas ensinam também. Por isso, vamos conhecer os seis maiores erros dos empreendedores na crise.

1. Falta de Preparação – como disse antes, a falta de preparo é um dos maiores vilões do crescimento do empreendedor e de sua empresa. Quando nos preparamos, informamos, capacitamos; por piores que sejam as circunstâncias, conseguimos nos antecipar aos problemas; ampliar nossa visão de futuro; desenvolver novas ideias e estratégias mais efetivas para lidar com as dificuldades e até mesmo revertê-las em oportunidades de prosperar.

2. Falta de Planejamento – existe uma frase que diz que “Uma meta sem um plano é somente um desejo”. E essa falta de planejamento é exatamente um dos maiores erros do empreendedor, com ou sem crise. Digo isso, porque não basta apenas querer que sua empresa cresça e sobreviva à crise, é preciso pensar além, formatar um planejamento estratégico para o seu negócio, de modo que isso permita ajustar os pontos, organizar os processos, engajar e desenvolver as pessoas e alavancar seus resultados. Planeje!

3. Colocar a Culpa na Crise – colocar a culpa no mercado, no governo, na economia ou na política; é um dos piores equívocos do empreendedor, pois o maior problema não é a crise em si, mas a falta de preparo para lidar com ela. Portanto, como dono de sua empresa, não perca seu tempo buscando culpados e terceirizando a sua responsabilidade. Saiba que independente dos fatores externos, assim como no exemplo das Lojas Renner, somos nós, os líderes que devemos buscar soluções e estratégias para superar os problemas e fazer o nosso negócio crescer.

4. Falta de Planejamento Financeiro – a falta de organização financeira também é um dos grandes erros dos empresários, uma vez que, quando a crise chega, o primeiro lugar que dói é o bolso do empreendedor. Por isso mesmo, se você não tem um bom planejamento financeiro e, diretrizes claras, em relação aos seus custos e investimentos; dificilmente conseguirá manter sua empresa produtiva, com um fluxo de caixa positivo e que lhe permita continuar suas atividades, manter seus projetos e promover seu crescimento.

5. Ignorar as Oportunidades – olhar o lado do copo que está meio vazio e focar apenas nos aspectos negativos da crise é tornar-se míope para as oportunidades que todo momento de dificuldade também traz. Esta miopia é um dos principais erros do empreendedor, por isso, para evitar que o seu negócio despenque, é preciso ser inteligente, positivo e expandir sua visão empreendedora. Busque olhar para o mercado, entender suas necessidades e criar produtos e serviços que atendam isso.

6. Centralizar os Problemas – durante a crise é comum que o empreendedor esteja tão preocupado em resolver os problemas da empresa, que se esqueça de que não está sozinho, ou seja, que também pode contar com sua equipe. Unir forças, ideias, conhecimentos e experiências; é fundamental neste momento, pois o afastamento do líder dos seus colaboradores deixa o grupo inseguro e apreensivo em relação ao seu futuro e à manutenção de seus empregos. Busque em conjunto resolver as questões, manter seus profissionais engajados e motivados e conte com eles para vencer seus desafios.

Estes são os seis maiores erros que os empresários cometem durante a crise. Reflita sobre cada um destes comportamentos, pare, analise e veja se você também não está fazendo isso com seu empreendimento e profissionais. A forma como conduzimos a nossa empresa está diretamente relacionada aos seus resultados.

Fonte: Administradores.com.br, Marcus Marques

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